Depósitos: Quanto vai entregar ao Fisco

Entre as várias más notícias que a proposta do Orçamento do Estado prevê para o próximo ano está a subida da taxa liberatória para 28%. Recorde-se que este é o imposto que incide sobre os juros dos depósitos à ordem e a prazo e que, atualmente, se encontra nos 25%. Até ao final do ano, esta taxa vai aumentar para os 26,5%. Contas feitas, significa que em 2013, quando o seu depósito a prazo vencer irá receber, em termos líquidos, menos euros por via do aumento do imposto sobre os juros destas aplicações.

A título de exemplo: uma família que tenha um depósito no valor de 25.000 euros a uma taxa de juro bruta anual de 3,5%, os juros brutos gerados por esta aplicação renderiam 875 euros. Em termos líquidos, ou seja descontando o efeito fiscal, esta família irá obter hoje um rendimento de 656,25 euros, sendo que os restantes 218,75 euros vão diretos para os cofres do Estado. No entanto, no próximo ano esta fatia fiscal será maior. A uma taxa liberatória de 28%, o mesmo depósito renderá em termos líquidos a esta família 630 euros. Ou seja, há uma perda de rendimento de 26,25 euros por via do aumento da fiscalidade sobre estas aplicações.

Em termos simplificados, significa que por cada 50 euros de juros brutos obtidos nos depósitos a prazo, os aforradores vão entregar em 2013 ao fisco 14 euros, quando em 2012 o valor actual é de 12,5 euros. Perante cenário é certo que as poupanças das famílias serão penalizadas.

Como fintar o aumento da carga fiscal

Apesar deste panorama, os aforradores têm ao seu dispor algumas formas de fintar a subida da fiscalidade sobre as poupanças. Por exemplo, quem estiver a equacionar fazer um depósito a prazo brevemente pode optar por um depósito que ofereça os juros logo no início da subscrição do produto. Se o fizer, os juros serão tributados à taxa atualmente em vigor (25%), mesmo que o depósito só vença em 2013. Estes depósitos têm, no entanto, um inconveniente: regra geral, os aforradores ficam impedidos de mobilizar o dinheiro ali aplicado. Por isso, antes de subscrever um depósito com estas particularidades certifique-se de que não irá precisar do seu capital até à maturidade da aplicação.

Mais-valias de ações, dividendos e obrigações também são penalizadas pelo fisco

O aumento da taxa liberatória não afeta apenas a rendibilidade dos depósitos. Também os investimentos feitos em certificados de aforro, certificados do tesouro vão sentir o mesmo agravamento. O aumento da taxa liberatória em 2013 para 28% vai também aplicar-se aos rendimentos provenientes do investimento em obrigações, às mais-valias obtidas com a venda de ações e aos dividendos recebidos pelos investidores.

fonte:http://www.saldopositivo.cgd.pt 

publicado por adm às 23:44 | comentar | favorito