DECO: Bancos ingnoram perfil dos clientes e só aconselham investimentos em produtos de campanha

Os bancos estão a ignorar o perfil ou desejo de investimento dos clientes, independentemente do prazo que estes pretendam investir. Em vez disso, a banca sugere aos clientes o investimento em produtos de campanha, recainda a sugfestão sobretudo em depósitos a prazo. A conclusão é dos analistas da revista Proteste Investe, da Deco.

"Perante um pedido de aconselhamento para investir 5.000 euros, os cinco maiores bancos a operar em Portugal ignoraram os desejos e os perfis dos potenciais clientes. A maioria dos funcionários limitou-se a propor produtos financeiros em campanha", adianta a Deco Proteste.

A associação de defesa do consumidor utilizou clientes-mistério para o estudo, tendo sido visitadas 70 agências - espalhadas por Coimbra, Évora, Faro, Leiria, Lisboa, Porto e Viseu - dos cinco maiores bancos: Caixa Geral de Depósitos. BCP, BES, BPI e Santander Totta.

Para avaliar os conselhos dados pelos bancos, foram criados dois cenários simples: os clientes-mistério pretendiam investir 5.000 euros durante 1 ano ou 5.000 euros até 5 anos.

"Independentemente do prazo apontado pelo cliente, os produtos sugeridos foram basicamente os mesmos, recaindo sobretudo em depósitos a prazo", refere a Deco. 

Além disso, o estudo destaca que, nos bancos, “os funcionários limitaram-se a aconselhar os produtos ‘estrela’ que estavam a ser alvo de promoção comercial mais ativa. Os funcionários até apontaram para depósitos a prazo que rendem menos do que os depósitos mais generosos no próprio banco”.

Os analistas da revista referem ainda que "nalguns casos, os produtos sugeridos foram totalmente desadequados. Por exemplo, num balcão do BES foi proposto um plano de poupança-reforma e, no Santander Totta, um depósito não mobilizável cujo rendimento depende de um cabaz de ações".

"A atitude mecânica dos funcionários, que venderam os produtos em campanha sem olhar ao perfil do cliente, foi avaliada negativamente pela publicação da associação de defesa do consumidor: os bancos prestaram um mau serviço”, adianta a Deco.

Desta forma, a associação de defesa do consumidor salienta que vai informar o Banco de Portugal, entidade de supervisão bancária, dos resultados deste estudo, esperando que esta exija mais qualidade no serviço que os bancos prestam. "Na prática, pretende-se que as recomendações tenham em conta o perfil e objetivos do cliente", conclui.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt

publicado por adm às 22:55 | comentar | favorito