Conheça os melhores PPR do mercado

No ano passado, segundo dados do ISP, os melhores PPR do mercado conseguiram dar ganhos de 5% aos investidores.

Em 2011, os PPR sob a forma de seguro - que representam mais de 85% do total de planos de poupança reforma do mercado português - melhoraram ligeiramente a remuneração atribuída aos investidores portugueses. Segundo o Instituto de Seguros de Portugal (ISP) - que divulga estes dados apenas uma vez por ano - os seguros PPR renderam em média 2,54% em 2011. Um valor que compara com os 2,28% registados em 2010.

A rentabilidade positiva alcançada pelos seguros PPR num ano extremamente negativo para os mercados tem, no entanto, uma explicação. É que mais de 90% destas aplicações, além de garantirem o capital investido, oferecem uma taxa de remuneração mínima garantida. E tendo em conta a evolução dos mercados em 2011, quase nenhum seguro PPR incorporou na remuneração oferecida aos investidores os resultados dos fundos subjacentes.

Analisando os dados do ISP, há números que saltam à vista: os melhores seguros PPR conseguiram igualar a remuneração oferecida pelos depósitos a prazo, ao terem atribuído ganhos aos investidores acima dos 4%. Um valor que mostra que alguns PPR conseguiram competir com as elevadas remunerações que estão a ser atribuídas pela banca aos depósitos a prazo.

No top ten dos melhores seguros PPR do mercado, a seguradora Generali voltou, pelo segundo ano consecutivo, a liderar os ganhos. Já em 2010, o Generali PPR + Seguro tinha sido o melhor seguro PPR do mercado português e voltou a repetir a proeza, em igualdade com o PPR BES Super Investimento. Ambos deram ganhos de 5% aos seus subscritores. Aliás, os PPR da seguradora do BES foram uma das surpresas do ano passado. O grupo liderado por Ricardo Salgado lançou em 2011 vários PPR com taxas mínimas garantidas atractivas e que catapultaram três dos seus produtos para o pódio. Ainda assim, e apesar do bom desempenho dos seguros PPR, apenas 11 produtos, no total de 67, conseguiram bateram a inflação registada no ano passado, que se situou nos 3,6%.

Apesar de a generalidade dos seguros PPR não ter conseguido bater a inflação, a verdade é que estes PPR foram aqueles que obtiveram o melhor rendimento dentro das várias categorias de planos de poupança reforma que existem no mercado. Segundo os dados da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património (APFIPP), os PPR sob a forma de fundo de investimento registaram perdas em 2011. Dos 35 fundos PPR registados na APFIPP apenas sete conseguiram fintar as quedas e terminar o ano com ganhos- que mesmo assim foram bastante tímidos, já que a melhor aplicação dentro desta categoria (o Solidez PPR, gerido pela BBVA Fundos) rendeu apenas 2,2%. A fraca performance desta categoria de PPR explica-se pelo facto deste tipo de aplicações (ao contrário dos seguros PPR) não terem capital garantido, nem preverem uma taxa de rendibilidade mínima. Como tal, o seu desempenho reflecte o comportamento dos mercados. Isto significa que, em anos positivos para as bolsas, os PPR sob a forma de fundo de investimento tendem a apresentar ganhos superiores aos registados pelos PPR sob a forma de seguro. Mas em anos maus, como foi o caso de 2011, os fundos PPR são mais penalizados.

O mesmo aconteceu com os Certificados de Reforma, também conhecidos como o PPR do Estado. Este produto de complemento para a reforma que é gerido pelo Estado obteve no ano passado uma rendibilidade negativa de 1,46%. O desempenho desta aplicação esteve pressionado pelo comportamento da dívida pública portuguesa. 

PPR perdem a popularidade
Independentemente da forma, a verdade é que todos os PPR estão a perder investidores. A menor disponibilidade de poupança dos portugueses, o corte abrupto dos benefícios fiscais associados a estas aplicações e a forte concorrência dos depósitos tem levado os investidores a optarem por outras soluções de investimento, ou mesmo, até a resgatarem o valor investido nestas aplicações. Na verdade, no ano passado, os portugueses aplicaram menos 60% em PPR. Segundo dados do ISP, os PPR registaram no final do ano passado um investimento de 1,3 mil milhões de euros, um valor que compara com os 3,4 mil milhões captados em 2010.

Conheça em baixo os PPR que no ano passado bateram a inflação.

Os PPR que bateram a inflação no ano passado

Os números do ISP mostram que em média os seguros PPR obtiveram ganhos de 2,5%, mas houve 11 produtos que obtiveram ganhos acima da inflação (3,6%). Veja em baixo quais foram os melhores no ano passado.

Generali PPR + Seguro
O PPR + Seguro da Generali volta a encabeçar a lista dos PPR sob a forma de seguro mais rentáveis do mercado. No ano passado, este produto ofereceu uma rendibilidade de 5%. Sendo que, deste valor, 3% refere-se à taxa de rentabilidade garantida por ano pela Generali. O restante refere-se a participação nos resultados. Este PPR está disponível sob duas formas: uma para entregas periódicas e outra para entregas únicas.

PPR BES Super Investimento
Este PPR do BES é um produto recente: foi lançado em Novembro do ano passado e comprometeu-se a garantir uma rentabilidade mínima em 2011 e em 2012 de 4%. A acrescentar a isto, a seguradora do BES compromete-se a fazer a participação dos resultados. Por essa razão, este PPR conseguiu remunerar no ano passado os seus subscritores com uma taxa de 5%.

PPR BES Super Investimento 2014
À semelhança do anterior produto, este PPR do BES também foi lançado no final do ano passado. Difere do produto anterior pelo facto de prever uma taxa de rendibilidade mínima garantida um pouco inferior: 3,5%. Apesar disso, o banco compromete-se a garantir esta taxa por mais tempo (2011 ,2012, 2013 e 2014). Também aqui, a instituição prevê a participação dos subscritores nos resultados do fundo.

Super Mealheiro PPR BES
Lançado em Março do ano passado, este PPR do BES também conseguiu um lugar de destaque. Rendeu no ano passado 4,5%: a taxa mínima garantida pela instituição para esse ano. No entanto, na ficha de informação do produto é possível verificar esta taxa varia todos os anos e, no limite, ela pode ser fixada em 0%.

Poupança Dinâmica Global - PPR
O PPR da Global Vida (seguradora que entretanto foi fundida com a Açoreana do grupo Banif) figura entre os mais rentáveis no ano passado ao acumular um ganho de 4,21%. É também um dos produtos mais atractivos a três anos, segundo os dados do ISP.

Universall PPR Activo
Este seguro PPR da Allianz foi lançado em Setembro de 2008 e tem rendibilidade garantida. Esta será sempre superior ou igual à Euribor a 12 meses em vigor, deduzida de dois pontos percentuais e não pode ser negativa. No último ano, a sua rentabilidade atingiu os 3,97%. Já nos últimos três anos, o retorno atingiu os 4,24%.

Prévoir PPR 3%
O Prévoir PPR, para além do capital investido também garante uma rentabilidade mínima de 3%. Em 2011, o seu retorno foi de 3,8%. Já nos últimos três anos, a rentabilidade chegou aos 4,03%. Disponível desde Dezembro de 2008, também prevê a participação nos resultados. O investidor tem ainda de considerar o pagamento de uma comissão de gestão anual de 0,5%.

PPR Plano A
Disponibilizado pela seguradora MAPFRE desde Novembro de 2011, o PPR Plano A garantiu no primeiro ano de vigência uma rentabilidade de 3,8%. Nos anos seguintes, a taxa de rentabilidade garantida baixa para os 2,50%. Além desta taxa mínima está também prevista a participação em resultados. No que diz respeito a comissões de gestão, está prevista uma comissão de 1%.

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 22:57 | comentar | favorito
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