Banca volta a subir juros para atrair depósitos

Juros oferecidos pelos bancos subiram pelo segundo mês. Taxa média avançou para 3,75%, em Janeiro, e é a terceira mais alta da Zona Euro

Os juros oferecidos pelas instituições financeiras nacionais nos depósitos a prazo aumentaram pelo segundo mês consecutivo. A taxa média praticada nas aplicações até um ano está a recuperar da forte queda registada entre Outubro e Novembro, fixando-se em 3,75% no primeiro mês de 2012.

A remuneração média dos depósitos subiu 19 pontos base em Janeiro, de acordo com os dados do Banco Central Europeu (BCE). Fixou-se em 3,75%, o que compara com os 3,56% registados em Dezembro e os 3,54% em Novembro. Está a recuperar, mas continua longe dos 4,57% atingidos em Outubro.

Janeiro foi o segundo mês consecutivo de aumento da remuneração pelos bancos. Uma evolução explicada pela necessidade de desalavancarem os seus balanços, aumentando a proporção dos recursos que captam face ao crédito concedido, de forma a cumprirem as metas traçadas pela troika.

Os bancos assumem-no. O mais recente foi o BES: "o objectivo fixado para o rácio entre crédito e depósitos exige que [se] implemente uma estratégia que conduza ao aumento da captação de recursos sob a forma de depósitos. Nesse sentido, a implementação de estratégias comerciais que promovam os depósitos deverá constituir uma das prioridades em 2012", lê-se na convocatória para a próxima assembleia geral.

Ao mesmo tempo que procuram captar mais recursos, os bancos têm de ser moderados na remuneração que oferecem para evitarem penalizações. O Banco de Portugal definiu, em Outubro, "limites" aos juros dos depósitos de forma a garantir a sustentabilidade do sector, penalizando os rácios de capital das instituições que ofereçam taxas que superem em 300 pontos base o juro de referência do mercado (as Euribor).

Esta "limitação" justificou a forte queda da taxa média nos depósitos, de Outubro para Novembro. Mas depois da correcção, os juros têm voltado a aumentar, sendo que na maioria dos casos os bancos estão a conseguir cumprir com a instrução do regulador e aumentar os recursos obtidos através dos clientes. As famílias tinham em Dezembro 130,5 mil milhões de euros em depósitos, de acordo com os últimos dados do Banco de Portugal.

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

publicado por adm às 10:26 | comentar | favorito