Depósitos a prazo: aproveitar o momento

Taxas de juro estão altas. Mas como poupar, num momento como este? Especialistas da «Escola Financeira» explicam tudo

Todas as semanas, às terças-feiras, a TVI apresenta, no Diário da Manhã, a rubrica «Escola Financeira», com Ricardo Ferreira e João Barbosa, especialistas em formação em finanças pessoais, investimentos e preparação da reforma.

Semanalmente, estes dois especialistas vão focar alguns temas fundamentais na gestão financeira da nossa vida para que saiba quais são as melhores opções de investimento tanto a curto como a longo-prazo.

Esta semana, Ricardo Ferreira explica-lhe a importância da poupança, como deve organizar as suas contas bancárias e porquê apostar nos depósitos a prazo.

Nesta altura, estará a pensar: poupar? Como é possível poupar numa altura como esta? 

É fundamental que comece a poupar no início do mês. Efectue uma transferência para uma conta especial logo no início do mês para evitar tentações. Regra geral deve poupar entre 5% e 15% do valor do salário.

É ainda importante poupar para beneficiar do efeito «juros compostos»: juros sobre os juros. Ou por outras palavras, o efeito bola de neve. Se colocarmos 50€ todos os meses numa conta especial de poupança, no final do ano vamos ter 600€, beneficiando de 5% de taxa de juro estaremos a falar sensivelmente de 630€ no final de um ano. No ano seguinte, o 5% de taxa de juro já irão incidir nos 630€, ou seja a base já é superior o que permitirá obter um maior retorno. E assim, sucessivamente.

A verdade é que os dias que correm são únicos: esta crise económica teve uma origem fundamentalmente financeira, traduzindo-se nos dias que correm em problemas de liquidez demasiado profundos e na dificuldade extrema dos bancos de aceder a financiamento interbancário.

Sendo certo que a dificuldade de financiamento das famílias se tem de traduzir em aumentos de custos, torna-se também imediato que os problemas de financiamento dos bancos têm, também eles, de vir acompanhados de aumentos de custos. 
Os depósitos a prazo são produtos de financiamento dos bancos junto dos cidadãos de um país, com determinado custo e prazo, definidos contratualmente. São produtos regulados por leis específicas e com a garantia dos Estados (com o desenvolvimento da crise a garantia, em Portugal, passou de 50.000€ de capital e juros para 100.000€ de capital e juros). É essencial que este meio de financiamento esteja limpo e sem qualquer constrangimento ou receio, de modo a garantir que as pessoas colocam as suas poupanças no sistema financeiro, que supostamente as fará chegar a agentes económicos com necessidades de financiamento.

Como sabemos da teoria financeira, a utilização de capital tem associada um custo, na forma de juro, de modo a compensar quem empresta pelo risco que incorre e remunerar o próprio capital. Os depósitos a prazo não são excepção. 

Têm associada uma taxa de juro, que actualmente facilmente supera os 3%, podendo mesmo atingir 8%, dependendo dos montantes e prazos associados (estes valores comparam com taxas de 1 ou 2% que assistimos não há muito tempo).

São os dois lados da crise: para quem tem excesso de capital, as opções são cada vez mais atractivas. É certo que o risco espreita. Mas também é certo que as garantias que os depósitos a prazo e que a banca gozam torna este tipo de investimento, nos dias que correm, bastante interessante.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 22:48 | comentar | favorito