Juros para os novos depósitos afundam com novas regras

Em Novembro, e pela primeira vez em 14 meses, a remuneração da banca para os novos depósitos caiu.

Os dados hoje divulgados pelo site do Banco de Portugal revelam que a taxa média oferecida pelas instituições financeiras para as famílias que fizeram um depósito a prazo naquele mês situou-se nos 3,64%. Trata-se de um juro bastante aquém do oferecido no mês anterior, em que a remuneração média praticada atingiu os 4,53%. Ou seja, no espaço de um mês os juros destas aplicações encolheram perto de 20%.

Os números, que já tinham sido avançados em primeira mão pelo Diário Económico na semana passada, são um reflexo da entrada em vigor das novas regras do Banco de Portugal sobre esta matéria. Recorde-se que desde 1 de Novembro que o regulador impôs limites máximos nos juros dos depósitos a prazo, numa forma de tentar por ordem na "guerra dos bancos" pela captação de depósitos e evitar que as instituições pratiquem remunerações demasiado exuberantes ao ponto de colocarem em causa a sua solvabilidade. A medida levou os bancos a colocarem um travão nos juros oferecidos.

Talvez como consequência desse facto, as instituições captaram em Novembro menos depósitos do que o verificado nos meses anteriores. Segundo os dados do Banco de Portugal, a captação de novos depósitos de particulares naquele mês situou-se nos 8,6 mil milhões euros. Trata-se do valor mensal mais baixo desde Dezembro 2010. Esta tendência de quebra é também visível no segmento empresarial.

Os números do Banco de Portugal mostram que os depósitos das empresas caíram em Novembro para o valor mais baixo desde Outubro de 2010: 7,8 mil milhões de euros. Já as taxas de juros para estas aplicações no segmento empresarial resvalaram dos 4,49% oferecidos em Outubro para os 3,27% registados em Novembro. Ou seja, neste momento, a banca está a remunerar melhor os depósitos das famílias do que as aplicações feitas pelas empresas.

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 20:53 | comentar | favorito