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Jul 14
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Jul 14

Banca já está a pagar menos de 2% pelos depósitos a prazo

Se está a pensar poupar no subsídio de férias e fazer um depósito a prazo, pense duas vezes - a taxa de juro média de um depósito a prazo a um ano caiu, em maio, para 1,71%, quando em janeiro de 2013 estava a 2,47%. É a taxa mais baixa desde 2010. E o pior é que, de acordo com a Deco, a associação de defesa dos consumidores, os maiores bancos estão já a pagar apenas 0,7% por um depósito de 5 mil euros a um ano.

A explicação para a descida é simples - "o mercado está a acompanhar a queda dos juros do Banco Central Europeu, cuja taxa de referência está ao mínimo histórico de 0,15%. A remuneração dos depósitos acompanha a descida dos custos de financiamento", explica António Ribeiro, economista da Proteste Investe.

E vale a pena fazer depósitos? O rendimento é baixo mas, como a inflação está também a níveis historicamente baixos, a maior parte dos depósitos a prazo ainda tem um rendimento real positivo, ainda que muito baixo. E há propostas atrativas no mercado. "Uma das nossas regras é que as pessoas procurem depósitos de remuneração superior à inflação. Neste momento, a taxa de inflação é próxima de zero, à volta de 0,5%, às vezes até um pouco mais baixa. Assim, a maior parte dos depósitos terá um rendimento real positivo", diz António Ribeiro. A solução passa por escolher as melhores ofertas. O Best Bank, por exemplo, paga neste momento juros de 2,3% para os novos depósitos a um ano de prazo.

Por outro lado, para quem quer garantir capital, os Certificados do Tesouro Poupança Mais são dos produtos mais interessantes para médio prazo, já que as taxas de juro variam entre 2,75% e 5%. Além disso, será vantajoso diversificar os investimentos e aplicar em produtos com algum risco, como fundos de ações, de obrigações ou em fundo misto, explica o economista. A grande aposta dos bancos são agora os depósitos indexados e duais, diz o Banco de Portugal.

Com remunerações tão baixas não surpreende que o montante dos depósitos a prazo até um ano não pare de baixar - 47,7 mil milhões de euros em maio, menos 9,35% que há um ano. E quase 20% menos que em dezembro de 2011, o ano em que chegou a troika.

Seja como for, se optar pelo tradicional depósito a prazo, António Ribeiro aconselha a fazê-lo com o maior prazo possível, já que, assim, garante uma remuneração mais alta durante mais tempo, uma vez que as taxas de juro poderão descer ainda mais nos próximos meses.

 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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24
Jul 14

Montante aplicado em depósitos sem rentabilidade garantida duplicou em 2013

Apesar de muitos não garantirem qualquer rentabilidade nos últimos anos, a oferta de depósitos indexados ou duais aumentou em 2013 e o montante aplicado pelos portugueses duplicou, atingindo quatro mil milhões de euros,enquanto os depósitos tradicionais estão a diminuir, revela um relatório do Banco de Portugal (BdP), divulgado nesta terça-feira.

O Relatório de Acompanhamento dos Mercados Bancários de Retalho de 2013 mostra que o número de instituições a oferecer os novos depósitos, cuja rentabilidade depende da evolução do mercado accionista, passou de sete, em 2012, para 11, em 2013. E os produtos comercializados passaram de 61, em 2012, para 149 em 2013.

O êxito destes depósitos junto dos particulares contrasta com a remuneração oferecida. Dos 43 depósitos indexados vencidos em 2013, 23 pagaram a remuneração mínima garantida no prospecto, que em dez dos casos correspondeu a uma remuneração nula. Em 14 depósitos, foi paga a remuneração máxima potencial indicada no prospecto. Nos restantes seis, a remuneração ficou entre a mínima e a máxima.

Os dados do BdP mostram ainda que as taxas de remuneração de 17 dos 43 depósitos indexados vencidos foram superiores à taxa de juro dos depósitos a prazo simples na mesma instituição, para o mesmo prazo. Nos restantes 26 depósitos, as taxas de remuneração foram inferiores àquelas taxas.

Nos tradicionais depósitos a prazo, o relatório refere que em 2013 se verificou uma maior padronização e condições mais flexíveis, nomeadamente nos montantes mínimos de constituição e de condições de mobilização antecipada.

Em sentido negativo, verificou-se uma descida das taxas de juro praticadas para todos os prazos. “No final de 2013, não há qualquer depósito, independentemente do prazo, a pagar uma taxa de juro superior a 4%, quando em Dezembro do ano anterior havia 34 depósitos nestas condições”, refere o relatório.  Acrescenta ainda que apenas 7% dos depósitos pagavam uma taxa de juro acima dos 3% em Dezembro de 2013, quando no mês homólogo do ano anterior eram 25% dos depósitos.

Apenas os depósitos exclusivos para novos clientes ou novos recursos apresentavam, em média, taxas de juro superiores às dos restantes depósitos simples, nos prazos em que eram comercializados. O diferencial ultrapassava em um ponto percentual, excepto para os prazos de um ano e três anos. O número de depósitos a prazo agravou a tendência de diminuição, ao cair perto 15%, para 349, e oito e cada 10 são pelo prazo até um ano.

Crédito à habitação encolhe
A dimensão do mercado do crédito à habitação, avaliada pelo número e montante dos contratos vivos no final de 2013, mostra uma contracção, gerada por um ritmo maior de reembolsos, antecipados ou por decurso normal do prazo, que superaram as novas contratações. A queda das taxas de juro, que faz aumentar a componente de amortização de capital ajuda a explicar o maior ritmo de amortizações, já que o recurso ao reembolso antecipado reduziu-se em 10% em 2013.

Ainda assim, o número de novos contratos celebrados aumentou 3,7 % em 2013, bem como o montante inicial médio dos empréstimos, que subiu 1,7 % em comparação com 2012, para cerca de 69 mil euros.

Contrariando a forte subida dos últimos anos, a taxa de juro dos contratos celebrados em 2013 incorporou uma ligeira redução dos spreads médios praticados, ou seja, os bancos reduziram a margem comercial praticada. Ospread médio dos contratos celebrados em 2013 foi de 2,93%, menos 12 pontos base do que os spread médio de 2012. No crédito conexo (como para obras), o spread médio em 2013 foi de 4,16 %, menos 26 pontos base do que ospread médio em 2012.

O prazo médio dos contratos de crédito à habitação voltou a diminuir em 2013, para 29,5 anos. Este prazo é inferior aos 34,1 anos registados em 2011 e 31,1 anos em 2012.

No segmento do crédito ao consumo, o relatório mostra uma recuperação, após dois anos consecutivos de queda. O número de contratos celebrados aumentou 7,5% e o montante mensal médio de crédito concedido aumentou 14,9%, face a 2012. O aumento foi generalizado a todos os tipos de crédito – pessoal, automóvel e revolving – mas foi particularmente significativo no crédito pessoal, que aumentou 27,5% face a 2012.

Também se verificou uma queda custo do crédito aos consumidores. A redução foi  particularmente evidente no crédito revolving (como o dos cartões de crédito), cuja taxa anual efectiva geral (TAEG) média diminuiu em cerca de 4 pontos percentuais, entre o último trimestre de 2012 e o último trimestre de 2013. A evolução das TAEG médias dos diferentes segmentos de crédito acompanhou as alterações legais e regulamentares na determinação das taxas máximas permitidas por lei.

 

fonte:http://www.publico.pt/

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24
Jul 14

Depósitos a prazo: IRS pode baixar para 16%

Os juros dos depósitos poderão pagar menos imposto se forem feitos por um prazo superior a cinco anos. A proposta, apresentada pela Comissão de reforma do IRS, pretende incentivar a poupança e permitirá reduzir para quase metade a carga fiscal deste tipo de rendimentos.

No anteprojeto que entregou ao Governo, a Comissão presidida por Rui Duarte Morais defende que seja dado aos rendimentos dos depósitos a prazo e outras aplicações financeiras o tratamento fiscal que atualmente é concedido aos prémios de seguros do ramo "vida".

Assim, se a proposta for acolhida, isso significará que apenas uma parte dos juros (80%) sejam sujeitos a tributação, caso o depósito for feito por um prazo de 5 anos. Desta forma, a taxa efetiva de imposto rondará os 16% - um valor bastante inferior aos 28% de IRS atualmente pagos por este tipo de rendimentos de capitais.

No caso dos seguros do ramo vida prevê-se que ainda que apenas 40% do rendimento seja tributado se o prazo de vencimento ocorrer 8 anos após a constituição. Neste caso a taxa efetiva é de 8%.

A Comissão propõe também que este mesmo tratamento fiscal seja dado aos titulos de dívida pública (como os certificados de aforro, por exemplo), mas impõe balizas.

Assim, além de estipular que o capital investido tem de ficar imobilizado por um período mínimo de 5 anos, defende que os juros ou rendimentos sejam apenas disponibilizados no final do prazo e prevê penalizações para os resgates antecipados.

Este tipo de benefício fiscal irá contemplar apenas os depósitos ou aplicações financeiras que sejam constituídas depois da entrada em vigor das mudanças no IRS, o que deverá suceder a 1 de janeiro de 2015.

Depois da consulta pública a que o anteprojeto vai estar sujeito, até 20 de setembro, a Comissão terá 10 dias para entregar ao Governo a sua proposta final. A partir daí caberá ao Executivo definir quais as mudanças que serão acolhidas no Código do IRS. Tal como sucedeu com a reforma do IRC, também agora os governantes têm dado sinais de pretendem chegar a uma versão que reúna o maior consenso possível sobretudo entre os partidos do arco da governação.

As alterações ao IRS serão feitas através de um diploma autónomo do Orçamento do Estado mas entrarão em vigor na mesma data.

 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/ec

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