12
Nov 13
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Nov 13

Portugueses tiraram mais 300 milhões em depósitos

O volume de depósitos de particulares junto dos bancos diminuiu em mais de 1200 milhões de euros em dois meses. Depois de um recuo de 969 milhões de euros, os bancos a operar em Portugal voltaram a assistir a uma fuga de 305 milhões de euros em Setembro, ao contrário do que aconteceu com os depósitos de empresas.

Ao recuarem para 131.768 milhões de euros, os depósitos de particulares estão em queda pelo segundo mês consecutivo, o que acontece pela primeira vez desde Outubro do ano passado, segundo dados publicados nesta terça-feira pelo Banco de Portugal.

Este passivo das instituições financeiras estava a crescer de mês para mês desde aí. Em Janeiro registou-se uma quebra, mas a tendência de crescimento regressou nos meses seguintes até se registar agora uma descida em Agosto e Setembro.

A descida coincide com um reforço das subscrições de Certificados de Aforro e um abrandamento dos resgates destes produtos de poupança, que em Setembro passaram a ter uma taxa de remuneração substancialmente melhor. Em Setembro, foram subscritos 157 milhões de euros e retirados 58 milhões de euros, permitindo ao Estado um saldo positivo de 99 milhões de euros nesse mês. Um aumento que aconteceu antes do lançamento de um novo produto de poupança que veio reforçar a concorrência directa com os bancos – a criação dos Certificados do Tesouro Poupança Mais por parte do Governo gerou críticas imediatas por parte da banca, que ameaçou tornar o crédito mais caro.

A queda nos depósitos coincide ainda com uma descida das taxas de juro pagas pelas instituições financeiras. Em Setembro, a rendibilidade oferecida para as novas operações (de depósitos até um ano) estava nos 1,95%, longe do pico de 4,5% registado em Outubro de 2011, segundo os dados do Banco de Portugal.

No caso das empresas, os depósitos aumentaram em 304 milhões de euros de Agosto para Setembro, mês em que o volume passou para 28.389 milhões. Já quanto aos empréstimos, registou-se em Setembro uma nova quebra. O mesmo aconteceu com o total do crédito malparado, mas não com o peso suficiente para travar a percentagem de empréstimos de cobrança duvidosa, que atingiu um novo recorde, aproximando-se dos 12%.

Dos 100.670 milhões de empréstimos já concedidos às empresas, 11,7% eram considerados pelos bancos como de difícil cobrança, de acordo com estatísticas ontem divulgadas pelo Banco de Portugal. É o valor mais alto desde, pelo menos, 1997, ano a partir do qual a instituição tem registo destes dados mensais.

A construção é o ramo de actividade que mais contribui para a escalada do malparado nas empresas, estando bem acima da percentagem global. Dos créditos concedidos a este sector, 23% eram de cobrança duvidosa, contra 10,3% na indústria, 9,6% nos serviços e 5,1% na agricultura, silvicultura e pesca, segundo dados compilados pelo gabinete de estudos e estratégia do Ministério da Economia, relativos a Agosto.

 

fonte:http://www.publico.pt/e

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09
Nov 13
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Nov 13

Depósitos indexados nem sempre dão mais

Há cada vez mais portugueses que, perante a queda das taxas de juro nos depósitos "normais", estão a "apostar" em depósitos indexados. São produtos financeiros complexos, de capital garantido, que têm atraído pequenos investidores com a promessa de rendibilidades de dois dígitos. Em 2012, foram aplicados 1.300 milhões de euros.

Há cada vez mais portugueses que, perante a queda das taxas de juro nos depósitos "normais", estão a "apostar" em depósitos indexados. São produtos financeiros complexos, de capital garantido, que têm atraído pequenos investidores com a promessa de rendibilidades de dois dígitos. Em 2012, foram aplicados 1.300 milhões de euros.

Nestes depósitos, ao contrário dos "normais" em que são pagos os juros acordados à cabeça, a rendibilidade resulta do desempenho de outros activos, essencialmente cabazes de acções, matérias-primas e divisas. Na maioria dos produtos, a taxa mínima é nula. A máxima pode superar dois dígitos.

"Nos 23 depósitos indexados vencidos em 2012, o comportamento dos indexantes de referência para o cálculo da remuneração determinou que, em sete dos casos, não fosse paga qualquer remuneração e, em sete outros, tivesse sido paga a mínima prevista", revelou o Banco de Portugal. Só num caso "foi paga a remuneração máxima", rematou. "A probabilidade de as taxas máximas potenciais serem atingidas é muito reduzida", alerta Luís Pinto. "Tivemos casos em que a probabilidade de receber a taxa máxima era de 5% a 8%", diz o analista da Proteste Investe.

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/e

publicado por adm às 19:28 | comentar | favorito
03
Nov 13
03
Nov 13

Acerte no melhor depósito a prazo

Em vez de taxas de juro altas, bancos apostam em aplicações a prazo que se adaptam às suas necessidades.

Encontrar uma boa aplicação a prazo não é fácil, nos dias que correm. Longe vão os tempos em que as instituições financeiras se digladiavam para atrair as poupanças pelas taxas mais elevadas, para gáudio dos pequenos aforradores. Actualmente, os juros oferecidos nos tradicionais depósitos estão em mínimos – embora haja excepções que podem valer a pena ponderar. Os bancos procuram, agora, conquistar os euros com ofertas "à medida".

A escalada das taxas das aplicações, que chegaram a superar os 4,5% para prazos a um ano, fez soar os alarmes. O Banco de Portugal interveio criando "limites" às remunerações para defender a margem do sector. Conjugados com a queda das taxas de mercado, mas também com o aliviar da pressão da banca para captar poupanças, a rendibilidade deste produto tem vindo a cair. Em Agosto – os últimos dados oficiais – em média, os bancos estavam a pagar 1,99%. Um mínimo de três anos.

Apesar da queda da rendibilidade os depósitos continuam a ser o principal "porto de abrigo" das poupanças das famílias. O montante total aplicado neste produto está perto de recorde (acima dos 130 mil milhões de euros), algo explicado pelo perfil mais conservador de poupança dos portugueses, mas para o qual o tem também contribuído a adopção de uma nova estratégia por parte das instituições financeiras. Se não conseguem captar pelos juros, captam pela conveniência para o cliente.

Desde depósitos com juros antecipados, passando por aplicações de muito curto prazo para que não deixe o dinheiro parado, até contas que creditam os juros mensalmente, várias têm sido as formas dos bancos conquistarem o dinheiro dos seus clientes. Os juros mensais vieram dar resposta aos cortes de salários, já as aplicações que incentivam as famílias a poupar um pouco todos os meses têm tido sucesso dado que muitos portugueses passaram a receber os subsídios em duodécimos. Assim, podem investi-lo.

Pequenos com taxas grandes

Esta tendência de queda das taxas oferecidas nas aplicações a prazo tem sido visível em praticamente todas as instituições financeiras. Nas "gigantes" do mercado nacional com mais expressão, no entanto, do que noutros bancos de menor dimensão que têm tentado ganhar conquistar o seu espaço no panorama financeiro nacional. Bancos como o BIC, Banco Invest, ou os "on-line", como o Best, BIG ou o Activobank, conseguem "fugir" às taxas baixas.

É nestas instituições que se encontram ainda juros atractivos, que fazem frente, por exemplo, aos oferecidos actualmente pelos certificados de aforro. O Negócios recolheu as melhores ofertas de 18 bancos para três prazos diferentes (um, três e cinco anos), sendo que invariavelmente as taxas oferecidas pelo Banco Invest e o BIG apresentaram-se como as melhores. O primeiro é o campeão nos depósitos a um ano, pagando 3,5%, já o segundo conquista as poupanças com taxas de 3,1% e 3,3% a três e cinco anos, respectivamente. Estes períodos devem ser tidos em conta pelos investidores já que assim poderão garantir uma rendibilidade elevada para os próximos ano.

 

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

publicado por adm às 22:06 | comentar | favorito