26
Jun 13
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Jun 13

Depositantes com mais de 100 mil euros ajudarão a financiar bancos

O presidente do Eurogrupo e ministro das Finanças holandês defendeu hoje, em Bruxelas, que é "muito importante" que todos os países tenham as mesmas regras para os processos de liquidação de bancos em dificuldades. "É muito importante que tenhamos as mesmas regras em todos os países, também o mesmo tipo de flexibilidade", afirmou aos jornalistas Jeroen Dijsselbloem, à entrada para a reunião de ministros das Finanças da União Europeia (UE) que tem como objetivo alcançar um acordo sobre as regras de liquidação de bancos.

Depois de uma maratona negocial que terminou sem um acordo já na madrugada de sábado, no Luxemburgo, os ministros europeus (Ecofin) voltam hoje a sentar-se à mesa das negociações para tentar ultrapassar as divergências e alcançar um compromisso.

À chegada à reunião de hoje na capital belga, o ministro das Finanças irlandês, Michael Noonan, afirmou que já foram feitos "muitos progressos", mas disse esperar "outra longa noite" de negociações. Os ministros das Finanças dos 27 já decidiram quem deverá pagar quando se tratar de financiar ou liquidar um banco e por que ordem, surgindo em primeiro lugar os acionistas e os depositantes com mais de 100 mil euros.

Os depósitos inferiores a este montante foram considerados "sagrados" pela UE, devendo assim ficar excluídos em caso de liquidação de um banco.

Na reunião de hoje, os ministros tentarão ultrapassar as divergências que opõem dois grupos de países.

De um lado, Estados-membros como a França e o Reino Unido, a par de Itália e da Suécia, querem poder beneficiar de uma certa flexibilidade. Paris deseja, por exemplo, poder proteger em alguns casos depositantes individuais e as Pequenas e Médias Empresas (PME).

Do outro, estão países como a Alemanha, a Holanda ou a Finlândia, que defendem regras mais estritas para evitar a incerteza que pode levar à fuga de investidores e depositantes.

Se alcançarem um acordo sobre o resgate e a liquidação de bancos, os ministros das Finanças terão dado um passo importante para a concretização da união bancária, apontada como a solução para evitar um novo contágio entre crise dos bancos e crise da dívida.

Portugal está representado na reunião de hoje pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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24
Jun 13
24
Jun 13

No império dos depósitos a prazo

Quase dois terços dos portugueses têm contas a prazo. O estudo da PROTESTE INVESTE comparou quatro países europeus e os lusos são os mais conservadores, o que afeta negativamente a sua acumulação de riqueza.

Não surpreende descobrir que os portugueses são aforradores conservadores. No mais recente inquérito da PROTESTE INVESTE, 64% dos portugueses afirmaram ter dinheiro aplicado em depósitos a prazo. No universo do estudo, que incluiu a Bélgica, a Espanha e a Itália, apenas uma percentagem superior de belgas disse ter depósitos (73,2%). Porém, os belgas, como revela o quadro da página ao lado, investem bastante mais em ativos de maior risco, como ações, obrigações, fundos de investimento e produtos estruturados.

Em Portugal, além dos depósitos a prazo, os veículos de investimento favoritos são os fundos de pensões (o que inclui planos de poupança-reforma) e os Certificados de Aforro. As estatísticas oficiais corroboram esta apetência: no início de 2013, os depósitos a prazo abarcavam 102,1 mil milhões de euros, os fundos de pensões reuniam 14,4 mil milhões de euros e os Certificados de Aforro 9,7 mil milhões de euros, segundo o Banco de Portugal, o Instituto de Seguros de Portugal e a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública. 

Aversão ao risco impera 

O perfil conservador dos portugueses é bem notório quando dois terços dos inquiridos afirma que não está disposto a correr qualquer risco com o seu capital, uma proporção superior à dos belgas (52%) espanhóis (50%) e italianos (41%). Além disso, apenas 6% dos lusos aceitam um risco baixo no capital investido (perda máxima de 10%).

Na maior parte dos casos, a postura dos investidores nacionais não é a que permite o melhor rendimento. Embora resultados passados não forneçam garantias quanto ao futuro, os ativos de maior risco têm gerado rendimentos históricos mais elevados no longo prazo.

Como pode testemunhar na figura em baixo, a rentabilidade real (depois de descontada a inflação) do investimento em ações mundiais foi de 5% por ano desde 1900, bem acima dos 1,8% das obrigações e dos 0,9% de produtos de dívida de curto prazo. Estes números comprovam o que a teoria económica defende há muito tempo: para ganhar mais, é preciso arriscar mais.

Ideias para o seu dinheiro

A diferença entre ganhar 5% ou 0,9% é crucial no longo prazo. Um euro aplicado diariamente numa aplicação que renda 5% por ano (como renderam as ações nos últimos 113 anos) acumula 12 224 euros em 20 anos, por exemplo. Um investimento que dê 0,9% por ano (como as aplicações de baixo risco desde 1900), acumula 7888 euros no mesmo período. A confirmarem-se estas rentabilidades históricas no futuro, arriscar gera mais 55% de poupança em 2 décadas.

Antes de começar a arriscar um pouco mais as suas poupanças, há algumas regras que deve seguir. A primeira é que deve ter um pé-de-meia para enfrentar imprevistos.

Deve ter o equivalente a cerca de seis meses de gastos do agregado familiar. Como o objetivo é conservar esta poupança, os produtos de baixo risco, como os depósitos a prazo e os Certificados de Aforro, são os instrumentos ideais para parquear esse pé-de-meia.

As outras duas regras são também simples: sempre que possa, invista para o longo prazo e procure diversificar os seus investimentos. Para o ajudar a diversificar os investimentos e a aplicar bem o seu dinheiro, pode contar com a nossa ajuda. A nossa carteira neutra de fundos, que pode conhecer na página 21, alcançou uma rentabilidade média anual de 6,4% na última década, bem acima da inflação de 2,3% por ano nesse intervalo temporal.

Portugueses investem pouco

Além da aversão ao risco, outra conclusão que se retira do inquérito é que os portugueses investem pouco. Apenas 47% fizeram pelo menos um investimento (incluindo a aplicação em depósitos) nos últimos 5 anos. Entre os subscritores da PROTESTE INVESTE, a percentagem sobe para 68%, mas, ainda assim, é inferior à dos outros 3 países, onde pelo menos 80% dos respetivos subscritores das publicações financeiras homólogas realizaram investimentos nos últimos 5 anos.

A principal razão para esta menor apetência por investimentos tem a ver com a falta de dinheiro para investir (resposta de 87% dos inquiridos nacionais), a que certamente não será alheia a má conjuntura económica nacional dos últimos anos. Aliás, apenas 9% dos portugueses dizem ter uma situação financeira confortável ou muito confortável (contra 48% na Bélgica e 16% em Espanha) e 40% consideram mesmo difícil, muito difícil ou problemática a sua realidade a nível financeiro. Além disso, os portugueses têm menos dinheiro disponível para investir: dos que investem, 61% têm aplicados menos de 25 mil euros, contra 48% em Espanha, 34% em Itália e 35% na Bélgica.

Ficha técnica

O inquérito aos investidores, realizado pela DECO PROTESTE em conjunto com as organizações nossas congéneres da Bélgica, de Espanha e de Itália, reuniu 8055 respostas, das quais 1533 de Portugal. A idade média dos inquiridos é de 54 anos e 53% são homens. O questionário foi enviado em Março de 2012.

 

 

 

 

 

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

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13
Jun 13
13
Jun 13

Depósitos nos bancos portugueses crescem pelo segundo mês

Os montantes depositados por famílias e empresas aumentaram 586 milhões de euros em Abril. Taxas de juro oferecidas aos particulares e empresas desceram.

O resgate a Chipre e as novas medidas de resolução de bancos na União Europeia não abalaram a confiança dos portugueses na banca. Quer as empresas, quer as famílias reforçaram os depósitos em Abril, de acordo com os dados publicados esta quarta-feira no portal estatístico do Banco de Portugal.

 

Os depósitos das famílias aumentaram em 276 milhões de euros face a Março, para um total de 131,2 mil milhões de euros, marcando três meses consecutivos de crescimento. A tendência foi também positiva nas empresas, com um acréscimo de 310 milhões para 26,9 mil milhões de euros. No mês anterior tinham “entrado” 625 milhões.

 

Esta evolução contrasta com a de outros países da Zona Euro. Segundo os dados do BCE vários países registaram um decréscimo dos depósitos de particulares e empresas no acumulado de Março e Abril. Chipre e Grécia destacam-se, apresentando a maior retirada de poupanças.

 

Foi a 16 de Março que Nicos Anastasiades, presidente de Chipre, anunciou que os depositantes seriam envolvidos no plano de assistência financeira ao país, com as suas aplicações a serem convertidas em acções dos bancos. Pela primeira vez desde o início da crise soberana foram impostas perdas a quem tinha poupanças em depósitos superiores a 100 mil euros.

 

No dia 25 o novo presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, deu a entender aos jornalistas que a intervenção na ilha cipriota poderia servir de modelo em casos futuros. O novo mecanismo europeu de resolução de bancos, que está em discussão na União Europeia, prevê também o envolvimento dos depositantes acima de 100 mil euros num resgate.

 

Taxas de juro para particulares descem

 

Os depósitos das famílias portuguesas registaram uma evolução positiva em cadeia, mas também em termos homólogos, com um crescimento de 0,1%. Isto apesar da remuneração dos novos depósitos ter diminuído de 2,39% para 2,36%, em Abril.

 

A taxa oferecida às empresas também recuou, com as novas operações a serem remuneradas a 1,89%, contra os 2,06% praticados no mês anterior. O montante depositado embora tenha crescido em cadeia, continua a apresentar uma forte redução na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em Abril ocorreu uma diminuição de 15,1%.

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/m

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09
Jun 13
09
Jun 13

BCE admite mudar taxa de depósitos para valores negativos

O presidente do Banco Central Europeu admitiu hoje que discutiu com os governadores dos bancos centrais do euro a possibilidade de passar a taxa de depósitos da instituição para valores negativos, cobrando aos bancos para receber os seus depósitos.

Na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do conselho de governadores da instituição que lidera, Mario Draghi explicou que foram discutidas várias medidas que podem avançar caso seja necessário, mas que estas não são necessárias para já.

Passar a taxa de depósitos para valores negativos implicaria que os bancos teriam de pagar à instituição para lá parquearem o seu dinheiro, o que poderia ser um incentivo para que estes dessem mais finaciamento ou que mantivessem pelo menos o dinheiro no sistema.



fonte: http://expresso.sapo.pt/

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