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Mar 13
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Deco considera infundado o receio de imposto sobre depósitos em Portugal

A DECO considera "infundado" o receio de o imposto aos depositantes do Chipre poder vir a ser alargado a Portugal, mas reconhece que esta medida pode abalar a confiança dos portugueses no setor financeiro.

"Foi uma medida inesperada, ninguém previa que pudesse ser tomada, e em Portugal pode abalar a confiança dos depositantes no setor financeiro por ser uma medida que causa receio. Mas esse receio é infundado em relação a Portugal e à banca portuguesa", afirmou o analista financeiro da revista Proteste da DECO, João Sousa, à Lusa.

A exigência do Eurogrupo de cobrar um imposto extraordinário sobre os depósitos dos bancos sedeados no Chipre , como condição para emprestar dez mil milhões de euros, é classificada pela DECO como um "autêntico confisco".

"Mas o Chipre é um caso especial. Esse caminho não vai ser seguido em outros países da União Europeia", afirmou joão Sousa.

Entre as especificidades do Chipre , o analista destaca a sua pequena representatividade no seio da economia da zona euro (representa menos de 0,2% do PIB), ter beneficiado de um regime fiscal favorável para atrair capitais externos e ter uma banca com um peso várias vezes superior ao Produto Interno Bruto (PIB), o que não acontece nos restantes países da zona euro.

"Por outro lado, a origem problema do resgate tem a ver com a necessidade de reforçar a solvabilidade do sistema bancário e da liquidez no Chipre , um passo já tomado em outros países da UE, como em Portugal", explicou, precisando que estas especificidades não se verificam em Portugal e que por essa razão a DECO acredita que estas medidas não serão alargadas a outros países.

Até quinta-feira os bancos no Chipre encerram portas, preparando-se o parlamento cipriota para votar na noite de terça-feira o plano de criação de um imposto sobre todos os depositantes do país, anunciado na madrugada de sábado.

Em causa pode estar, segundo várias notícias, uma alteração na taxa a impor sobre os depósitos até 100 mil euros que passaria a ser 3% ou 3,5% em vez dos 6,75% acordados inicialmente, enquanto a taxa para os depósitos superiores a 100 mil euros passaria de 9,9% para 12,5%.

A discussão pode abranger uma isenção completa deste imposto para depósitos que inferiores a 20 mil ou 25 mil euros, segundo vários relatos de deputados envolvidos nas discussões, não existindo para já comentários oficiais sobre a existência destas negociações.

A votação desta proposta estava prevista inicialmente para domingo, mas tem sido sucessivamente adiada e está agora marcada para terça-feira. O acordo inicial prevê ainda que os depositantes fiquem com ações dos respetivos bancos em troca do corte nos seus depósitos.

A taxa deve render 5,8 mil milhões de euros segundo os cálculos iniciais. Um terço dos depósitos no Chipre são de cidadãos ou entidades estrangeiras.

fonte:http://www.jn.pt/P


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12
Mar 13
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Depósitos de particulares descem 293 milhões

Depósitos feitos por clientes particulares descem em janeiro face ao último mês de 2012

Os depósitos dos particulares voltaram a descer em janeiro, caindo 293 milhões de euros face a dezembro, numa tendência de queda que se verificou no último ano, depois de uma acumulação considerável durante o período de crise.

De acordo com os dados do Banco de Portugal, o valor depositado pelos particulares atingiu os 130.306 milhões de euros no final de janeiro, menos 293 milhões de euros que os 130.599 milhões de euros registados no final de dezembro.

No final de janeiro de 2012 o valor dos depósitos ascendia a 131.181 milhões de euros, mais 875 milhões de euros, do que o que se verifica nos dados mais recentes.

Ainda assim, o valor depositado pelos particulares tem registado consideráveis subidas face ao período anterior à crise. Face a janeiro de 2011 o valor dos depósitos é agora superior em 10.875 milhões de euros.

fonte:http://www.cmjornal.xl.pt/


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