23
Abr 12
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Abr 12

Depósitos das famílias batem mais um recorde

Os depósitos das famílias portuguesas junto da banca não param de aumentar, apesar da crise, ou precisamente por causa dela. Em fevereiro, os particulares tinham 131.291 milhões de euros nos cofres dos bancos. Um novo recorde. 

Face a janeiro, o aumento foi de apenas 110 milhões, mas face ao homólogo de 2011, o valor subiu 11.427 milhões, ou seja, foi uma subida de 9,5% num ano, revelam dados do Banco de Portugal.

De acordo com o Boletim Estatístico, divulgado esta segunda-feira pelo banco central, os depósitos das empresas, ao contrário dos realizados pelos particulares, caíram. Em fevereiro, as empresas tinham depositados 32.309 milhões de euros, quase menos 200 milhões que em janeiro. Num ano, deu-se uma redução de 1.367 milhões.

No conjunto, o setor privado (particulares e empresas) tinham 163.600 milhões depositados junto da banca.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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17
Abr 12
17
Abr 12

TRAVÃO NAS TAXAS

Limites mais baixos e “multas” superiores

• Desde novembro que as taxas dos depósitos têm estado sob vigilância apertada pelo Banco de Portugal. E a partir deste mês as regras são ainda mais apertadas. Relembramos que, em novembro último, o Banco de Portugal havia imposto um limite aos bancos que remunerassem a uma taxa de 300 pontos-base (3%) acima da Euribor nesse prazo, sendo penalizados no capital (ver análise).

Banco de Portugal apertou novamente os limites aos juros dos depósitos a prazo, o que levará os bancos a baixar a remuneração. A instrução n.º15/2012 entrou em vigor no começo deste mês e será mais penalizante para os depósitos de curto prazo, pois o limite diminuiu nos prazos mais curtos e, agora, varia consoante o prazo. De acordo com a nova instrução, nos depósitos com prazo inferior ou igual a 91 dias (três meses), os bancos que praticarem umspread superior a 225 pontos-base serão alvo de penalização; nas aplicações entre três e seis meses, a margem máxima será de 250 pontos, subindo para 275 pontos acima da Euribor, nos depósitos com mais de seis e até nove meses (ver quadro).

• A taxa de mercado que serve de indicador para o cálculo desta taxa limite de referência é a Euribor no respetivo prazo (no caso dos depósitos para prazos iguais ou inferiores a 12 meses), que estão em mínimos. Por exemplo, a Euribor a três meses está em 0,76%; se lhe adicionarmos o spread máximo, os bancos não devem oferecer juros acima de 3,01 por cento.

Existem vários bancos a oferecer remunerações brutas superiores a esse valor a três meses: é o caso do Big (5,5%), PrivatBank (5,35%) e do Best (5,25%). Quem superar o tal limite será penalizado, sendo que o factor aplicado no cálculo da penalização nos rácios de capital dos bancos duplica. Até agora, os bancos abatiam aos capitais próprios 0,5% do montante captado acima da “taxa limite”. Mas, com a nova instrução, o factor sobe agora para 1 por cento.

Voltando ao exemplo do Big, supondo uma aplicação de 100 mil euros, tendo em conta já o novo spread máximo, o banco teriam de abater 2266 euros aos rácios para aplicações feitas a partir de abril, enquanto antes, teria que abater apenas 791,7 euros. Esta penalização é, agora calculada assim: 

Montante x Prazo em dias x Diferencial da taxa x 0,01
Sendo o Diferencial da taxa = Taxa depósito – “Taxa limite”

 

 

Spread a considerar para a “taxa limite”
Prazo dos depósitos
Spread 
(em pontos-base)
Inferior ou igual a 91 dias
225
De 92 a 182 dias
250
De 183 a 273 dias
275
Igual ou superior a 274 dias
300

 

Depósitos de curto prazo mais penalizados

O Banco de Portugal vai, com esta revisão da limitação aos juros dos depósitos, penalizar mais as aplicações de curto prazo. Também porque é nestas que é mais comum surgirem ofertas promocionais para novos clientes ou novos montantes, a taxas elevadas. Baixando os juros destes depósitos promocionais, os aforradores deverão ser canalizados para poupanças de mais longo prazo.

Nas aplicações iguais ou superiores a um ano, o spread máximo mantém-se como até aqui nos 300 pontos-base. Nos depósitos superiores a um ano, a instrução prevê que a taxa de referência do mercado seja a Euribor a 12 meses ou a curva entre as taxas swap e a Euribor a 6 meses, fixada diariamente.

 

Novas regras

Em jeito de resumo, estas são as novas regras da instrução n.º15/2012 do Banco de Portugal, que visa limitar as taxas de juro:

1. Certificados de depósito e depósitos à ordem incluídos
Até aqui, só os depósitos a prazo estavam ao abrigo da limitação de juros determinada pelo Banco de Portugal. Esta nova Instrução passa a incluir os depósitos e operações equiparadas de captação de fundos de clientes, incluindo certificados de depósito. Também as contas à ordem passam a estar abrangidas pelos limites do regulador. Todavia, apresentam uma remuneração muito baixa.

2. Reforços e renovações também contam
Os reforços de depósitos já contratados, as renovações ou a manutenção de operações para além do prazo inicialmente contratado, devem ser tratados como se novos depósitos se tratassem. Ou seja, tanto num caso como noutro, o banco pode ser penalizado caso pratique juros com prémios superiores à taxa de referência do mercado.

3. Limites mais baixos no curto prazo
De acordo com esta instrução, os depósitos até três meses são penalizados se praticarem um spread superior a 225 pontos-base. Nas aplicações entre três e seis meses, o spread máximo será de 250 pontos, subindo para 275 pontos acima da taxa do mercado, nos depósitos com mais de seis e até nove meses. A partir daqui, o spreadmáximo mantém-se em 300 pontos-base.

4. Penalizações mais pesadas 
Até agora, os bancos eram penalizados em 0,5% (factor 0,005) do montante captado acima da taxa máxima, mas a penalização vai subir. De acordo com a nova instrução, o factor passa para 0,01. Ou seja, será de 1%, que os bancos terão de descontar o valor correspondente aos seus rácios de capital.

 

 Fonte:http://www.deco.proteste.pt/

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10
Abr 12
10
Abr 12

Depósitos: bancos pagam juros mais altos do que devem

A maioria dos bancos ainda não está a respeitar, por completo, as novas regras impostas pelo Banco de Portugal quanto às taxas de juro nos depósitos. O prémio máximo que estas entidades estão autorizadas a praticar foi reduzido, mas a verdade é que muitas continuam a pagar juros altos e até têm à diposição novos depósitos ainda mais atrativos.

Há cinco bancos que estão a furar os novos limites, segundo o «Jornal de Negócios».

No Popular, por exemplo, o depósito Netprazo a 6 meses paga um juro bruto anual de 3,8%, quando as novas regras dizem que não pode ultrapassar os 3,56%. 

Também o BIG paga mais do que deve (4,5%), bem como o BPN (4,25%), o Invest (4%) e Nova Galícia (3,75%).

Nos depósitos a três meses, as taxas pagas no BIG são ainda de 5,5%. No Best baixaram de 5,5% para 5,25%. Ambas estão, no entanto, acima do teto previsto de 3,01%. 

É também o caso, para os depósitos desta maturidade, do Crédito Agrícola (3,8%), Banif (3,75%) e do Invest (3,25%).

O BBVA retirou já uma aplicação da lista, que pagava juros de 4%.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

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06
Abr 12
06
Abr 12

Portugueses fogem dos depósitos com prazos mais curtos

Os aforradores refugiam-se nos depósitos com prazos mais longos e juros mais atractivos.

Pelo quarto mês consecutivo, os depósitos com prazos mais curtos voltaram a perder dinheiro. De acordo com os números que constam na base de dados do BCE, em Fevereiro, o "bolo" dos depósitos até um ano encolheu perto de 1,5 mil milhões de euros face ao mês anterior, alargando para 5,3 mil milhões de euros a fuga registada nestas aplicações desde Novembro de 2011, mês em que o Banco de Portugal impôs limites à remuneração dos depósitos a prazo. Tendência oposta é aquela que se verifica nas aplicações para prazos mais alargados. Os depósitos a prazo acima de dois anos "engordaram" em Fevereiro cerca de dois mil milhões de euros, estendendo para perto de sete mil milhões de euros o montante arrecadado desde Novembro do ano passado. Ou seja, os portugueses estão a deslocar as suas poupanças dos depósitos com prazos mais curtos para períodos mais longos.

Esta tendência, acaba por ser o resultado da evolução que se tem vindo a verificar na remuneração das aplicações a prazo. Em consequência das alterações legais impostas pelo Banco de Portugal, os juros médios dos novos depósitos a prazo dos particulares sofreram um corte acentuado.

Recuaram, em termos médios, dos 4,53% que se verificava em Outubro de 2011, para os 3,74% registados em Fevereiro deste ano. Contudo, a quebra de remuneração foi mais acentuada para as aplicações até um ano, onde os juros médios desceram 105 pontos-base, dos 4,57% para os 3,52%. Já nas aplicações a mais de dois anos, nos últimos quatro meses a remuneração média desceu apenas 35 pontos-base, dos 4,23% para os 3,88%.

A realocação de poupanças entre prazos, é também um sintoma de que os portugueses estão atentos à evolução da remuneração dos depósitos que neste momento é, em termos médios, mais atractiva para os prazos mais alargados. E atendendo às mais recentes alterações regulamentares do Banco de Portugal é de prever que a aposta dos aforradores lusos continue a privilegiar as aplicações com prazos mais longos. Até agora, os bancos que pagassem um "prémio" de 300 pontos-base face à taxa de juro de mercado viam os seus rácios de capital penalizados. Contudo, o limite desce agora, sobretudo nas aplicações de mais curto prazo. Já nos depósitos a um ano, e por prazos mais alargados, o "prémio" máximo mantém-se como até aqui nos 300 pontos-base.

 

fonte:http://economico.sapo.pt/

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02
Abr 12
02
Abr 12

Depósitos - Ponha as poupanças a pingar na sua conta

Bancos continuam a apresentar formas criativas de atrair novos recursos dos seus clientes. A mais recente são os depósitos que põem as poupanças a render juros todos os meses, na tentativa de cobrir alguma perda de rendimento que esteja a ser sentida pelos portugueses. Saiba se são, ou não, uma boa opção para as suas poupanças.

Quer um depósito a prazo, mas não quer esperar um ano, ou mais, para colher os juros das suas poupanças? Agora já há soluções para si. Os bancos estão a apostar em aplicações que lhe permitem receber, na conta à ordem, todos os meses os proveitos das suas poupanças. Pode ser uma boa solução para aumentar o rendimento, ou colmatar a perda de salário.

Nos últimos meses, os bancos têm apresentado soluções de poupança cujo principal atractivo é o pagamento dos juros todos os meses. São chamados depósitos de rendimento mensal, ou renda mensal, dependendo da instituição, que prometem juros elevados a "pingar" a cada trinta dias. De acordo com a pesquisa realizada pelo Negócios, há taxas desde 3% a quase 5%.

O "objectivo dos bancos [com este tipo de aplicações] é captar mais recursos dos clientes com o pretexto de dar mais rendimento a pessoas com necessidades de liquidez de curto prazo", diz António Ribeiro, economista da Proteste Investe. Quem as tem, só as consegue suprimir com poupanças. E não pode ser pouco dinheiro, pois se for quase nem irá reparar que lhe creditaram os juros, apesar das taxas destas aplicações serem elevadas, mesmo em comparação com outras aplicações.

Neste sentido, simulámos um investimento de dez mil euros. O BIG, um dos três bancos que oferece este tipo de aplicações, é o que apresenta a taxa bruta mais elevada, de 4,7%, sendo esta fixa durante todo o prazo da aplicação: 12 meses. Isto significa que, por mês, quem investir neste depósito irá contar com mais 29,40 euros (já líquidos de impostos) na sua conta.

Mas, tal como nos demais depósitos, também nestes funciona a estratégia das taxas crescentes, que visam garantir que os clientes mantêm a aplicação até ao final do prazo pois só assim conseguem os juros mais elevados. No Montepio, esta é a fórmula, num depósito de apenas um ano. As taxas sobem, mês a mês, e assim também o montante que vai sendo depositado na sua conta. 

Com dez mil euros, começa por receber 18,75 euros (líquidos), passa os 20 euros ao final de seis meses, e chega aos 25 euros no último mês, ou seja, dentro de um ano. "As pessoas podem cair na armadilha do rendimento de curto prazo", alerta António Ribeiro, em declarações ao Negócios. Por isso, em vez de aplicações a um ano, talvez seja mais interessante (se que um destes depósitos) investir num a quatro anos, como o do BCP .

"Defendemos que as pessoas não devem subscrever aplicações com um juro bruto inferior a 4,3% para que não haja perda de rendimento, tendo em conta a taxa de inflação", remata o economista da Proteste Investe. No caso do "Depósito Rendimento Mensal", consegue "saborear" os juros durante 48 meses, beneficiando de uma taxa bruta média anual de 4,195%.
Isto significa receber, todos os meses, mais de 50 euros, até mais de 100 já perto do final da aplicação, se de facto quiser que sejam depositados na sua conta os juros. Isto porque, ao contrário dos restantes, no caso da aplicação do BCP, há a possibilidade de "optar pela capitalização dos juros, mediante declaração expressa nesse sentido", diz o banco, na Ficha de Informação Normalizada. 

Qual a diferença? Se receber todos os meses os juros, que é o objectivo deste tipo de aplicações, no final terá ganho 1.258 euros em juros. Se capitalizar, o retorno líquido pode ser bem mais elevado. De acordo com cálculos realizados pelos Negócios, é de 1.816 euros. Ou seja, só pelo facto de capitalizar os ganhos obtidos, o rendimento da aplicação cresce em 557,85 euros, considerando um investimento de dez mil euros.

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

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