28
Fev 12
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Fev 12

Os riscos dos depósitos em moeda estrangeira

Além de poder incorrer em perda de capital, as taxas de juro pagas nestes produtos são, em muitos casos, marginais.

Os portugueses têm vindo a aumentar a exposição a depósitos em moeda estrangeira, não tanto numa perspectiva de investimento mas de protecção quanto a um possível colapso do euro. A tendência intensificou-se nos últimos dois meses e, até ao momento, o saldo é positivo. Se tivesse realizado um depósito de 10.000 euros, a 30 de Novembro, em dólares australianos, estaria a ganhar hoje 694 euros líquidos. A conversão cambial é responsável por quase 95% deste ganho, já que as taxas dos depósitos a prazo em moeda estrangeira tendem a ser extremamente baixas, chegando mesmo aos 0,01%, brutos. Mas se nos últimos dois meses a variação cambial jogou a favor do cliente, é importante não esquecer que a taxa de câmbio é igualmente o maior factor de risco deste tipo de aplicações. Em última análise, pode ditar a perda de capital.

A lógica é simples: se o euro desvalorizar em relação à moeda na qual constituiu o depósito, ganha capital; se o euro subir, perde capital. Ou seja, uma subida do euro significa que, com o mesmo montante de dólares, por exemplo, comprará agora menos euros. Maria Luís Albuquerque, Secretária de Estado do Tesouro e das Finanças, alertou há cerca de uma semana para os riscos associados aos depósitos em moeda estrangeira e, dada a elevada volatilidade do mercado cambial, este é decididamente um dos perigos que não deve descurar. Segundo as estimativas cambiais dos especialistas consultados pela Bloomberg para o final do ano, caso constituísse um depósito hoje de 10.000 euros em francos suíços ou dólares australianos, chegaria a Dezembro com menos 300 a 400 euros na conta. Em qualquer uma das restantes divisas não perderia capital mas os ganhos ficam bastante aquém do que poderia ganhar no melhor depósito a prazo em euros.

Resta portanto saber se o factor "protecção" compensa a possível perda de capital. De acordo com a Associação de Defesa do Consumidor (Deco), "um depósito noutra divisa junto de um banco nacional não o protegeria do colapso do euro". E explica: "Num cenário de catástrofe, não se sabe exactamente que medidas seriam implementadas pelas autoridades financeiras nacionais e estrangeiras. Desconhece-se, por exemplo, qual o modelo cambial a adoptar ou a relação da nova moeda portuguesa com as divisas estrangeiras". A Deco conclui assim que: "Logo não é possível garantir que o património ficaria protegido apenas por estar denominado noutra moeda". Embora a associação considere que "não é necessário procurar uma solução que o proteja", já que descredibiliza um cenário de desagregação completa da união monetária, adianta: "Se mesmo assim, quiser proteger o seu dinheiro numa conta em moeda estrangeira, o melhor é dirigir-se a um banco noutro país, como a Suíça, por exemplo".

Ou seja, aplicar o seu dinheiro num depósito a prazo em moeda estrangeira pode não ser um mau negócio, mas deve ser feito numa perspectiva de investimento e não de protecção. Deve procurar saber quais as divisas com melhores perspectivas de evolução face ao euro e perceber se a valorização esperada é superior ao que ganharia com as elevadas taxas de juro actualmente praticas nos depósitos em euros. Importa ainda não esquecer que, ao contrário de um depósito "normal", o capital não está garantido, já que poderá incorrer em perdas na altura da conversão final.


Ganhos a dois meses

- Caso tivesse aplicado 10.000 euros num depósito em dólares australianos, a 30 de Novembro, estaria a ganhar hoje 694 euros líquidos (considerando a taxa de juro média líquida para estes depósitos praticada pelos quatro bancos cotados. A CGD não disponibiliza no seu preçário as taxas de juro praticadas nestas aplicações);

- Já se o depósito tivesse sido constituído em dólares ou em libras esterlinas, estaria a ganhar 252 e 335 euros, respectivamente;

- Em coroas norueguesas ou coroas suecas, os ganhos seriam de 167 e 293 euros, respectivamente;

- O Banco Central da Suíça fixou a taxa de câmbio em 1,20 francos por euro no início de Setembro. Ainda assim, se tivesse constituído um depósito de 10.000 euros em francos suíços no final de Novembro, estaria a ganhar hoje 189 euros. O valor compara com o que ganharia no melhor depósito em euros no mesmo período: 75 euros, líquidos.


Os melhores depósitos a prazo a 12 meses em moeda estrangeira

Dólar 
- Melhor oferta: PrivatBank
- Taxa anual bruta: 4,8%
- A taxa de juro mais generosa que encontra no mercado nacional para depósitos em dólares é de 4,8%, que corresponde a uma taxa líquida de 3,6%, a 12 meses. Como alternativa, para um período a três anos, o BES oferece uma taxa anual bruta de 3,5%. Face à cotação actual, os especialistas consultados pela Bloomberg estimam uma ligeira desvalorização do euro a 12 meses.

Franco suíço
- Melhor oferta: BES
- Taxa anual bruta: 0,55%
- A política de juros baixos do Banco Nacional da Suíça impede leva os bancos portugueses de pagarem taxas perto de zero. A melhor oferta pertence ao BES, com uma taxa bruta de 0,55%, ou seja, 0,41% líquidos. Segue-se o Banif com uma taxa de juro anual bruta de 0,45%. Tenha em atenção que, para o final do ano os especialistas esperam uma valorização do euro face ao franco suíço.

Libra esterlina
- Melhor oferta: Banif
- Taxa anual bruta: 3,25%
- Para depósitos com o valor correspondente a 10.000 euros, a 12 meses, o Banif apresenta a melhor taxa de juro do mercado para depósitos em libras. A taxa de juro anual bruta de 3,25% corresponde a uma taxa líquida de 2,44%. A segunda melhor alternativa encontra no BES, com uma TANB de 1,85%. Os especialistas não esperam grandes oscilações no câmbio face ao euro.

Dólar australiano
- Melhor oferta: Banif
- Taxa anual bruta: 5,1%
- Os depósitos em dólares australianos apresentam, por norma, as melhores taxas de juro entre os depósitos estrangeiros. O Banif paga 5,1% em termos brutos, ou seja, 3,8% líquidos, enquanto o BES oferece uma taxa de juro bruta de 3,6%. No entanto, tenha em atenção que as estimativas para o final do ano sugerem uma subida do euro, o que implicaria perda de capital.

Coroa norueguesa
- Melhor oferta: BES
- Taxa anual bruta: 3,4%
- Entre os bancos que disponibilizam depósitos em coroas norueguesas, o BES oferece a melhor taxa de juro. Paga 3,4% de juros brutos a 12 meses, o que corresponde a 2,55% líquidos. O Banif tem uma oferta semelhante com uma TANB de 3,25%. Para o final do ano, os especialistas consultados pela Bloomberg estimam uma muito ligeira desvalorização do euro face aos valores actuais.

Coroa sueca
- Melhor oferta: Banif
- Taxa anual bruta: 2,9%
- Já se optar por constituir um depósito em coroas suecas, encontra a melhor taxa no Banif, com juros brutos de 2,9%, ou seja, 2,18% em termos líquidos. Uma taxa semelhante à oferecida no BES, com uma TANB de 2,85%. Apesar das estimativas avançadas pela Bloomberg indicarem uma ligeira subida do euro, os juros deverão permitir que não perca capital nesta aplicação.

Os principais riscos dos depósitos em moeda estrangeira

1. O principal risco associado a estes produtos é o da variação da taxa de câmbio. O mercado cambial é extremamente volátil, pelo que poderá acabar com menos dinheiro do que começou. Por exemplo, no exercício apresentado abaixo, perderia 211 euros e 424 euros, com investimentos realizados em dólares australianos e francos suíços, respectivamente. Em suma, a lógica dita que, caso o euro desça, ganhará dinheiro, no caso de o euro subir perde capital. É importante ter em conta que esta aplicação deve ser feita numa lógica de investimento e não de poupança, e por isso há que procurar saber qual a evolução esperada para as diferentes moedas e, possivelmente, esperar que o euro suba para entrar neste investimento.

2. As taxas de juro praticadas nestes depósitos não são um risco mas são uma importante desvantagem a ter em conta. Actualmente a taxa média bruta dos depósitos em euros, a 12 meses, é de 3,54%. Entre as seis divisas consideradas, os depósitos em dólares australianos são os que apresentam a melhor taxa média bruta a 12 meses, de 1,8% (média dos depósitos oferecidos por BCP, BES, BPI e Banif). Já a taxa média dos depósitos em francos suíços não vai além dos 0,16%, brutos.

3. Além do risco de perda de capital, e das taxas de juro bastante baixas oferecidas nestes produtos, constituir um depósito em moeda estrangeira não é fácil. Os bancos não aceitam que abra uma conta numa divisa estrangeira a partir de um depósito ou de uma transferência em euros. Terá pois de levantar euros, trocá-los para a moeda desejada, constituir uma conta à ordem nessa moeda e só depois então poderá constituir o depósito e prazo na moeda estrangeira.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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27
Fev 12
27
Fev 12

OS MELHORES DEPOSITOS A PRAZO DE MARÇO 2012

Salvo alguns ligeiros ajustamentos em baixa por parte de alguns bancos, provavelmente a antecipar o financiamento a 3 anos que o BCE irá conceder no próximo dia 29 de Fevereiro aos Bancos, sem qualquer limite de montante que não o de terem que colocar colaterais elegíveis. As taxas oferecidas continuam muito atractivas pelo que é de aproveitar.

E OS ÓSCARES DOS MELHORES DEPÓSITOS A PRAZO VÃO PARA...

 

A maior parte dos bancos parece estar a executar relativamente bem o programa imposto pela Troika, apesar dos fortes prejuízos registados em 2011 pelos maiores bancos. Ainda assim e devido às perdas que terão que contabilizar nos seus investimentos em dívida pública que, ao contrário do que tem sido até aqui, terá que ser contabilizada ao valor de mercado, será necessário para muitos deles aumentarem o capital por via do recurso à linha de crédito de 12 mil milhões disponibilizada pela Troika.

É impressionante como os eurocratas de bruxelas continuam a procurar soluções que consistem em estrangular ainda mais o paciente que está com falta de ar. 

As próprias medidas que a Troika impôs aos bancos Portugueses revelaram uma total falta de bom senso, pois ao exigir que os bancos aumentassem o rácio tier 1, a Troika desejava forçar os bancos a aumentarem o seu capital, mas esqueceu-se que isso também poderia ser feito pela redução do denominador, ou seja, o crédito. E é isso que os bancos nacionais tem estado a fazer. Se alguém quisesse destruir rapidamente o tecido empresarial português dificilmente faria melhor. 


Qual o prazo ideal?

Neste momento e tendo em consideração o tratamento de choque que a Banca Portuguesa está a sofrer é natural que a partir de 2013, os bancos possam voltar a um estado mais normal, em que poderão voltar a conceder crédito e que as suas necessidades de depósitos se reduzam. Mesmo que venha a existir uma reestruturação da dívida portuguesa, os bancos nacionais, a mal ou a bem, já a terão absorvido nas suas contas, pelo que é natural que a partir do próximo ano as taxas dos depósitos comecem a cair significativamente. Assim, neste momento a melhor estratégia será optar por um depósito a vários anos, mas com pagamento períodico de juros e a possibilidade de mobilização antecipada do depósito sem penalização nas datas de pagamento dos juros. Consequentemente os óscares dos melhores depósitos a prazo vão para: o DP a 3 anos do Banco Finantia (6% TANB) , o Invest Depósito a 5 anos (4,75% TANB) e o DP crescente a 2 anos do Banif (4,094% TANB).


Os melhores depósitos a prazo de Março de 2011
TANB - Taxa anual nominal Bruta
Até 10.000 €:

 

3 Meses:
ActivoBank DP Poupança Start1 (5,50%)
BEST DP já1 (5,50%)
Banco Invest Super DP Crescente (4,00%)

 

6 Meses:
"Pé de meia" PrivatBank (5,35%)
ActivoBank DP Poupança Start1 (4,50%)
Banco Popular DP Ouro2 (4,50%)
Montepio Super DP 1 (4,50%)

 

12 Meses:
Banco Invest DP2 (5,75%)
"Pé de meia" PrivatBank (5,45%)
ActivoBank DP Poupança Start1 (4,50%)
Banco Popular DP Ouro (4,50%)

 

Até 50.000 €:

 

3 Meses:
ActivoBank DP Poupança Start1 (5,50%)
BEST DP já (5,50%)
Banco Invest Super DP Crescente (4,00%)

 

6 Meses:
"Pé de meia" PrivatBank (5,35%)
ActivoBank DP Poupança Start1 (4,50%)
Banco Invest DP (4,50%)
Banco Popular DP Ouro2 (4,50%)

 

12 Meses:
Banco Invest DP2 (5,75%)
"Pé de meia" PrivatBank (5,45%)
Banif DP não mobilizável4 (4,60%)
ActivoBank DP Poupança Start1 (4,50%)

 

Até 100.000 €:

 

3 Meses:
Banco Finantia DP 18 Meses 3 (5,50%)
Banco Invest Super DP Crescente (4,00%)
MIllennium DP já4 (4,00%)

 

6 Meses:
Banco Finantia DP 6 Meses2 (6,00%)
"Pé de meia" PrivatBank (5,35%)
Banco Invest DP (4,75%)
Banco Popular DP Ouro2 (4,50%)

 

12 Meses:
Banco Finantia DP 3 anos23 (6,00%)
"Pé de meia" PrivatBank (5,45%)
Banco Invest DP2 (5,00%)
Banif DP não mobilizável4 (4,80%)

 

 

Mais de 100.000€:


3 Meses:
Banco Finantia DP 18 Meses 3 (5,50%)
Banco Invest Super DP Crescente (4,00%)
Banif Super DP Banifast (3,90%)

 

6 Meses:
Banco Finantia DP 6 Meses2 (6,00%)
"Pé de meia" PrivatBank (5,35%)
Banco Invest DP (4,75%)
Banif DP não mobilizável4 (4,60%)

 

12 Meses:
Banco Finantia DP 3 anos23 (6,00%)
"Pé de meia" PrivatBank (5,45%)
Banco Invest DP2 (5,00%)
Banif DP não mobilizável4 (5,00%)

 

Fonte: Sites dos bancos em 24/02/2012
1Exclusivo para novos clientes.
2Exclusivo para novos recursos.
3O prazo mínimo destes depósitos é superior ao prazo desejado, mas de acordo com as condições dos produtos é possível desmobilizá-os antes do prazo com penalização de 100% sobre os juros não pagos. Assim, poderá desmobilizar-se o capital após o pagamento de juros do período desejado.
4 Não é permitida a mobilização antecipada.
Fonte:http://www.moneygps.pt/pa

publicado por adm às 20:12 | comentar | ver comentários (2) | favorito
23
Fev 12

Suíça: depósitos bancários com novas regras

Os estrangeiros que quiserem depositar dinheiro na Suíça terão no futuro de declarar os montantes nos respetivos países de origem, segundo uma nova medida do conselho federal helvético.

Com esta medida, que está em fase preparatória e ainda não entrou em vigor, o governo pretende acabar com os depósitos monetários de natureza duvidosa no setor financeiro helvético.

Na prática, um cidadão estrangeiro que queira depositar um montante «importante» numa instituição bancária suíça terá de assinar uma declaração, na qual terá de confirmar que pagou os impostos correspondentes ao valor depositado no respetivo país de origem.

Se o banco tiver dúvidas sobre a veracidade da declaração, a instituição deverá pedir mais dados. No caso de não ficar satisfeita com os esclarecimentos adicionais, poderá rejeitar o depósito.

Se o cidadão mentir e as autoridades helvéticas suspeitarem das informações fornecidas, o indivíduo poderá incorrer de um processo legal.

Até ao momento, as autoridades helvéticas não determinaram alguns aspetos da nova lei, nomeadamente o valor monetário do depósito a partir do qual será necessário assinar a declaração.

Também falta definir o sistema de controlo da banca ou o papel da FINMA, a entidade reguladora do mercado financeiro suíço, neste processo.

O governo helvético determinou que irá concluir o projeto-lei até setembro deste ano.

Até ao momento, as autoridades suíças não esclareceram se a nova legislação terá um carácter retroativo.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 22:32 | comentar | favorito
23
Fev 12

Guerra pelos depósitos custa mais 1,6 mil milhões de euros

Os custos dos bancos portugueses com a remuneração de depósitos disparou 90% em 2011 face ao homólogo.

Nunca os bancos portugueses pagaram tanto pela sua base de depósitos a prazo. A "guerra pelos depósitos", que elevou as taxas de juro até 7% em 2011 - e que levou mesmo o Banco de Portugal a intervir para limitar os juros oferecidos - custou aos bancos nacionais 3,3 mil milhões de euros no último ano. Ou seja, a banca portuguesa pagou mais 1,57 mil milhões de euros em 2011 face ao ano anterior para remunerar os depósitos a prazo. Um aumento de 90% nos custos de remuneração, que permitiu aos bancos portugueses aumentar a base de depósitos em nove mil milhões de euros.

Em 2011 os bancos pagaram em média 3,6% pelos novos depósitos a prazo - com os juros médios a atingirem os 4,53% antes da intervenção do regulador, segundo dados do Banco de Portugal. No ano anterior a taxa de juro média das novas aplicações rondou os 1,56% nas empresas e os 1,8% nos particulares. Subidas expressivas que convenceram as famílias portuguesas a moverem as suas poupanças para aplicações a prazo. No total, os depósitos de particulares aumentaram em 13,5 mil milhões de euros no último ano. Já a base de depósitos das empresas diminuiu em 4,5 mil milhões de euros, com os constrangimentos de tesouraria a sobreporem-se às taxas atractivas destas aplicações.

O interesse dos bancos portugueses em captarem depósitos a prazo resulta não só das dificuldades de financiamento no exterior, mas também da necessidade do sector em diminuir os rácios de transformação. Uma imposição da ‘troika' que levou as instituições nacionais a cortarem na concessão de crédito enquanto subiam os juros das aplicações a prazo de forma a tentar aumentar a base de depósitos. O rácio de transformação, que deverá rondar actualmente os 140%, terá de atingir os 120% no final de 2014.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

publicado por adm às 08:24 | comentar | favorito
14
Fev 12
14
Fev 12

Depósitos a prazo: aproveitar o momento

Taxas de juro estão altas. Mas como poupar, num momento como este? Especialistas da «Escola Financeira» explicam tudo

Todas as semanas, às terças-feiras, a TVI apresenta, no Diário da Manhã, a rubrica «Escola Financeira», com Ricardo Ferreira e João Barbosa, especialistas em formação em finanças pessoais, investimentos e preparação da reforma.

Semanalmente, estes dois especialistas vão focar alguns temas fundamentais na gestão financeira da nossa vida para que saiba quais são as melhores opções de investimento tanto a curto como a longo-prazo.

Esta semana, Ricardo Ferreira explica-lhe a importância da poupança, como deve organizar as suas contas bancárias e porquê apostar nos depósitos a prazo.

Nesta altura, estará a pensar: poupar? Como é possível poupar numa altura como esta? 

É fundamental que comece a poupar no início do mês. Efectue uma transferência para uma conta especial logo no início do mês para evitar tentações. Regra geral deve poupar entre 5% e 15% do valor do salário.

É ainda importante poupar para beneficiar do efeito «juros compostos»: juros sobre os juros. Ou por outras palavras, o efeito bola de neve. Se colocarmos 50€ todos os meses numa conta especial de poupança, no final do ano vamos ter 600€, beneficiando de 5% de taxa de juro estaremos a falar sensivelmente de 630€ no final de um ano. No ano seguinte, o 5% de taxa de juro já irão incidir nos 630€, ou seja a base já é superior o que permitirá obter um maior retorno. E assim, sucessivamente.

A verdade é que os dias que correm são únicos: esta crise económica teve uma origem fundamentalmente financeira, traduzindo-se nos dias que correm em problemas de liquidez demasiado profundos e na dificuldade extrema dos bancos de aceder a financiamento interbancário.

Sendo certo que a dificuldade de financiamento das famílias se tem de traduzir em aumentos de custos, torna-se também imediato que os problemas de financiamento dos bancos têm, também eles, de vir acompanhados de aumentos de custos. 
Os depósitos a prazo são produtos de financiamento dos bancos junto dos cidadãos de um país, com determinado custo e prazo, definidos contratualmente. São produtos regulados por leis específicas e com a garantia dos Estados (com o desenvolvimento da crise a garantia, em Portugal, passou de 50.000€ de capital e juros para 100.000€ de capital e juros). É essencial que este meio de financiamento esteja limpo e sem qualquer constrangimento ou receio, de modo a garantir que as pessoas colocam as suas poupanças no sistema financeiro, que supostamente as fará chegar a agentes económicos com necessidades de financiamento.

Como sabemos da teoria financeira, a utilização de capital tem associada um custo, na forma de juro, de modo a compensar quem empresta pelo risco que incorre e remunerar o próprio capital. Os depósitos a prazo não são excepção. 

Têm associada uma taxa de juro, que actualmente facilmente supera os 3%, podendo mesmo atingir 8%, dependendo dos montantes e prazos associados (estes valores comparam com taxas de 1 ou 2% que assistimos não há muito tempo).

São os dois lados da crise: para quem tem excesso de capital, as opções são cada vez mais atractivas. É certo que o risco espreita. Mas também é certo que as garantias que os depósitos a prazo e que a banca gozam torna este tipo de investimento, nos dias que correm, bastante interessante.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 22:48 | comentar | favorito
06
Fev 12
06
Fev 12

Saiba se compensa investir nos depósitos em moeda estrangeira

Estas aplicações renderam até 700 euros nos últimos dois meses. Mas é importante não esquecer que existem riscos, como o de acabar com menos dinheiro do que começou.

Os portugueses têm vindo a aumentar a exposição a depósitos em moeda estrangeira, não tanto numa perspectiva de investimento mas de protecção quanto a um possível colapso do euro. A tendência intensificou-se nos últimos dois meses e, até ao momento, o saldo é positivo. Se tivesse realizado um depósito de 10.000 euros, a 30 de Novembro, em dólares australianos, estaria a ganhar hoje 694 euros líquidos. A conversão cambial é responsável por quase 95% deste ganho, já que as taxas dos depósitos a prazo em moeda estrangeira tendem a ser extremamente baixas, chegando mesmo aos 0,01%, brutos. Mas se nos últimos dois meses a variação cambial jogou a favor do cliente, é importante não esquecer que a taxa de câmbio é igualmente o maior factor de risco deste tipo de aplicações. Em última análise, pode ditar a perda de capital.

A lógica é simples: se o euro desvalorizar em relação à moeda na qual constituiu o depósito, ganha capital; se o euro subir, perde capital. Ou seja, uma subida do euro significa que, com o mesmo montante de dólares, por exemplo, comprará agora menos euros. Maria Luís Albuquerque, Secretária de Estado do Tesouro e das Finanças, alertou há cerca de uma semana para os riscos associados aos depósitos em moeda estrangeira e, dada a elevada volatilidade do mercado cambial, este é decididamente um dos perigos que não deve descurar. Segundo as estimativas cambiais dos especialistas consultados pela Bloomberg para o final do ano, caso constituísse um depósito hoje de 10.000 euros em francos suíços ou dólares australianos, chegaria a Dezembro com menos 300 a 400 euros na conta. Em qualquer uma das restantes divisas não perderia capital mas os ganhos ficam bastante aquém do que poderia ganhar no melhor depósito a prazo em euros.

Resta portanto saber se o factor "protecção" compensa a possível perda de capital. De acordo com a Associação de Defesa do Consumidor (Deco), "um depósito noutra divisa junto de um banco nacional não o protegeria do colapso do euro". E explica: "Num cenário de catástrofe, não se sabe exactamente que medidas seriam implementadas pelas autoridades financeiras nacionais e estrangeiras. Desconhece-se, por exemplo, qual o modelo cambial a adoptar ou a relação da nova moeda portuguesa com as divisas estrangeiras". A Deco conclui assim que: "Logo não é possível garantir que o património ficaria protegido apenas por estar denominado noutra moeda". Embora a associação considere que "não é necessário procurar uma solução que o proteja", já que descredibiliza um cenário de desagregação completa da união monetária, adianta: "Se mesmo assim, quiser proteger o seu dinheiro numa conta em moeda estrangeira, o melhor é dirigir-se a um banco noutro país, como a Suíça, por exemplo".

Ou seja, aplicar o seu dinheiro num depósito a prazo em moeda estrangeira pode não ser um mau negócio, mas deve ser feito numa perspectiva de investimento e não de protecção. Deve procurar saber quais as divisas com melhores perspectivas de evolução face ao euro e perceber se a valorização esperada é superior ao que ganharia com as elevadas taxas de juro actualmente praticas nos depósitos em euros. Importa ainda não esquecer que, ao contrário de um depósito "normal", o capital não está garantido, já que poderá incorrer em perdas na altura da conversão final.


Ganhos a dois meses

- Caso tivesse aplicado 10.000 euros num depósito em dólares australianos, a 30 de Novembro, estaria a ganhar hoje 694 euros líquidos (considerando a taxa de juro média líquida para estes depósitos praticada pelos quatro bancos cotados. A CGD não disponibiliza no seu preçário as taxas de juro praticadas nestas aplicações);

- Já se o depósito tivesse sido constituído em dólares ou em libras esterlinas, estaria a ganhar 252 e 335 euros, respectivamente;

- Em coroas norueguesas ou coroas suecas, os ganhos seriam de 167 e 293 euros, respectivamente;

- O Banco Central da Suíça fixou a taxa de câmbio em 1,20 francos por euro no início de Setembro. Ainda assim, se tivesse constituído um depósito de 10.000 euros em francos suíços no final de Novembro, estaria a ganhar hoje 189 euros. O valor compara com o que ganharia no melhor depósito em euros no mesmo período: 75 euros, líquidos.


Os melhores depósitos a prazo a 12 meses em moeda estrangeira

Dólar 
- Melhor oferta: PrivatBank
- Taxa anual bruta: 4,8%
- A taxa de juro mais generosa que encontra no mercado nacional para depósitos em dólares é de 4,8%, que corresponde a uma taxa líquida de 3,6%, a 12 meses. Como alternativa, para um período a três anos, o BES oferece uma taxa anual bruta de 3,5%. Face à cotação actual, os especialistas consultados pela Bloomberg estimam uma ligeira desvalorização do euro a 12 meses.

Franco suíço
- Melhor oferta: BES
- Taxa anual bruta: 0,55%
- A política de juros baixos do Banco Nacional da Suíça impede leva os bancos portugueses de pagarem taxas perto de zero. A melhor oferta pertence ao BES, com uma taxa bruta de 0,55%, ou seja, 0,41% líquidos. Segue-se o Banif com uma taxa de juro anual bruta de 0,45%. Tenha em atenção que, para o final do ano os especialistas esperam uma valorização do euro face ao franco suíço.

Libra esterlina
- Melhor oferta: Banif
- Taxa anual bruta: 3,25%
- Para depósitos com o valor correspondente a 10.000 euros, a 12 meses, o Banif apresenta a melhor taxa de juro do mercado para depósitos em libras. A taxa de juro anual bruta de 3,25% corresponde a uma taxa líquida de 2,44%. A segunda melhor alternativa encontra no BES, com uma TANB de 1,85%. Os especialistas não esperam grandes oscilações no câmbio face ao euro.

Dólar australiano
- Melhor oferta: Banif
- Taxa anual bruta: 5,1%
- Os depósitos em dólares australianos apresentam, por norma, as melhores taxas de juro entre os depósitos estrangeiros. O Banif paga 5,1% em termos brutos, ou seja, 3,8% líquidos, enquanto o BES oferece uma taxa de juro bruta de 3,6%. No entanto, tenha em atenção que as estimativas para o final do ano sugerem uma subida do euro, o que implicaria perda de capital.

Coroa norueguesa
- Melhor oferta: BES
- Taxa anual bruta: 3,4%
- Entre os bancos que disponibilizam depósitos em coroas norueguesas, o BES oferece a melhor taxa de juro. Paga 3,4% de juros brutos a 12 meses, o que corresponde a 2,55% líquidos. O Banif tem uma oferta semelhante com uma TANB de 3,25%. Para o final do ano, os especialistas consultados pela Bloomberg estimam uma muito ligeira desvalorização do euro face aos valores actuais.

Coroa sueca
- Melhor oferta: Banif
- Taxa anual bruta: 2,9%
- Já se optar por constituir um depósito em coroas suecas, encontra a melhor taxa no Banif, com juros brutos de 2,9%, ou seja, 2,18% em termos líquidos. Uma taxa semelhante à oferecida no BES, com uma TANB de 2,85%. Apesar das estimativas avançadas pela Bloomberg indicarem uma ligeira subida do euro, os juros deverão permitir que não perca capital nesta aplicação.

fonte:http://economico.sapo.pt/no

publicado por adm às 21:58 | comentar | favorito
03
Fev 12
03
Fev 12

Juros dos depósitos vão ser abrangidos pelo Fundo de Garantia

O Banco de Portugal vai obrigar ao reforço do Fundo de Garantia de Depósitos (FGD), tendo os bancos de contabilizar os juros dos depósitos corridos até à data de indisponibilidade do levantamento, uma alteração que entra em vigor em 2013.

O FGD garante o reembolso dos depósitos constituídos nas instituições de crédito autorizadas a receber depósitos do público e pode colaborar «em acções destinadas a restabelecer as condições de solvabilidade e de liquidez das mesmas instituições», segundo a informação disponível na página da Internet do Fundo.

Num aviso publicado esta sexta-feira em Diário da República, o Banco de Portugal estipula que devem ser incluídos nos saldos dos depósitos «os respectivos juros corridos [juros acumulados desde o último dia de pagamento de juros] contados até à data da indisponibilidade dos depósitos em causa».

O Banco de Portugal sublinha que «o cálculo das contribuições das instituições participantes para o Fundo de Garantia de Depósitos deve ter em conta as potenciais responsabilidades do mesmo, nomeadamente no que diz respeito aos juros corridos associados aos depósitos».

Num outro aviso, o Banco de Portugal define que as mesmas regras devem ser aplicadas ao cálculo das contribuições da Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo, e das caixas de crédito agrícola mútuo suas associadas, para o Fundo de Garantia do Crédito Agrícola Mútuo.

A alteração só será válida para o cálculo do valor das contribuições anuais para o ano de 2013.

O Fundo garante o reembolso da totalidade do valor global dos saldos em dinheiro de cada depositante, até cem mil euros.

O Fundo dispõe de diversos recursos, entre os quais as contribuições das instituições de crédito, as contribuições periódicas (anuais), as contribuições especiais, os rendimentos provenientes da aplicação dos seus activos, importâncias provenientes de empréstimos.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/f

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