10
Out 17

8 bancos pagam mais de 1% nos depósitos. Nenhum bate a inflação que aí vem

O depósito a prazo mais generoso na banca portuguesa tem uma taxa anual líquida de 1,84%. Lidera a lista dos 15 depósitos que rendem mais de 1%. Todavia, nenhum bate a inflação que se espera em 2018.

Não é de estranhar que os bancos estejam a pagar tão pouco nos seus depósitos a prazo: um pouco por todo o mundo, as taxas de juro estão em mínimos, desde as Euribor negativas até às obrigações dos tesouros de nações como a Alemanha, Suíça e Japão, que, para prazos até cinco anos, apresentam rendimentos negativos para quem as mantiver até à maturidade.

Por cá, as taxas anuais líquidas mais elevadas nos cinco maiores bancos — Banco BPI, Caixa Geral de Depósitos, Millennium bcp, Novo Banco e Santander Totta — são, em média, de 0,17% em aplicações até um ano. Os portugueses têm 93 mil milhões de euros em depósitos a prazo, o mínimo desde junho de 2011, mostram as últimas estatísticas oficiais.

 

Há, no entanto, oito bancos que propõem depósitos a prazo com taxas anuais líquidas superiores a 1%. Porém, embora sejam níveis elevados para os padrões de hoje, serão insuficientes para garantir a manutenção do poder de compra da poupança. Os economistas do Fundo Monetário Internacional (FMI), um dos principais organismos internacionais com as previsões mais recentes, calcula que a inflação no consumidor suba de 1,6% em 2017 para 2% em 2018. Nos próximos cinco anos, a inflação deverá escalar até 2,4%, segundo o FMI.

Mesmo as previsões mais conservadoras para a inflação — 1,4% em 2018 do Banco de Portugal e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico — batem o rendimento proposto por todos os depósitos disponíveis em Portugal, excluindo os seis mais generosos.

A maioria dos depósitos com as taxas mais altas do mercado são promocionais, porque servem como veículo para atrair novos clientes ou novos capitais para as instituições financeiras. Não é possível, portanto, repeti-los. As únicas exceções são as aplicações no Banco BNI Europa e o depósito Especial a 24 meses do BAI Europa.

Depósitos generosos são quase todos promocionais
Estes são os únicos depósitos a prazo em Portugal que têm uma remuneração anual líquida de impostos superior a 1%. Apenas as soluções do BNI Europa e do BAI Europa não são promocionais.
Banco Depósito Taxa anual efetiva líquida Prazo Mínimo Máximo Mobilização antecipada Outras condições
Atlântico Europa Boas Vindas Atlântico Europa 1,84% 92 dias 500€ 75.000€ Não permite. Exclusivo para novos clientes.
Best Novos Clientes 2,25% 1,65% 90 dias 2.500€ 50.000€ Não permite. Exclusivo para novos clientes.
Banco Carregosa Banco Carregosa Bem-vindo 1,47% 3 meses 5.000€ 50.000€ Permite com penalização de 80% dos juros. Exclusivo para novos clientes.
BiG Super Depósito 3 Meses 1,47% 3 meses 500€ 50.000€ Permite sem penalização dos juros. Exclusivo para novos clientes.
Deutsche Bank db Twin 1,47% 180 dias 1.000€ 50.000€ Permite com penalização total dos juros. Exclusivo para novos clientes que contratem crédito à habitação ou produto financeiro.
BNI Europa BNI Europa 5 Anos 1,43% 1.825 dias 1.000€   Não permite.  
BNI Europa BNI Europa 4 Anos 1,39% 1.460 dias 1.000€   Não permite.  
BNI Europa BNI Europa 36 Meses 1,38% 1.095 dias 1.000€   Não permite.  
BNI Europa BNI Europa 24 Meses 1,31% 730 dias 1.000€   Não permite.  
Banco Invest Invest Choice Novos Depósitos 1,28% 92, 183 ou 365 dias 2.000€ 75.000€ Permite com penalização de 50% dos juros. Exclusivo para novos montantes depositados.
BNI Europa BNI Europa 5 Anos 1,15% 1.825 dias 1.000€   Permite com penalização de 50% dos juros.  
BNI Europa BNI Europa 4 Anos 1,11% 1.460 dias 1.000€   Permite com penalização de 50% dos juros.  
BNI Europa BNI Europa 36 Meses 1,09% 1.095 dias 1.000€   Permite com penalização total dos juros.  
BAI Europa Especial 1,02% 24 meses 2.500€ 500.000€ Permite com penalização total dos juros.  
BNI Europa BNI Europa 24 Meses 1,02% 730 dias 1.000€   Permite com penalização total dos juros.  

Fonte: bancos a 2 de outubro de 2017. Assume uma taxa de retenção na fonte de 28% sobre os juros.

 

 

fonte:http://observador.pt/2

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28
Mar 17

Obrigações, certificados ou depósitos: onde investir?

Para um investidor conservador é uma boa proposta, o produto de poupança lançado esta segunda-feira pelo Estado, na medida em que poderá conseguir um rendimento mais elevado do que se tiver um depósito a prazo

O Estado português avançou esta segunda-feira com uma nova emissão de Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável (OTRV), dirigida às famílias portuguesas.

Numa altura em que as taxas de juro, dos depósitos a prazo, podem ser menos interessantes, fomos saber junto de um especialista do mercado, Filipe Silva, diretor da Gestão de Ativos do Banco Carregosa, o que pensa sobre esta operação e quais as vantagens, ou não, para quem tem algum dinheiro para aplicar.

1- Quando invisto em OT o que estou a fazer? A emprestar dinheiro ao Estado? 

Uma OT é um título de dívida emitido pela República Portuguesa, em que quem compra empresta dinheiro ao Estado por um prazo pré-definido, recebendo em troca uma remuneração: uma taxa de juro durante o período de vida da OT e o montante total investido no final do período. É um instrumento de dívida pública, uma forma de financiamento o Estado através do mercado (isto é, todas as pessoas ou entidades que optam por comprar esta dívida/fazer este empréstimo).

Neste caso, estamos a falar de OTRV, ou seja, são obrigações em tudo semelhantes às OT mas que se destinam a investidores particulares e têm uma taxa variável, por oposição às OT que podem ter uma “taxa cupão” fixa. (As OT tanto podem ter taxa fixa como variável. As OTRV têm sempre taxa variável).

2 - A operação em concreto, que arrancou hoje, compensa?

Como há poucas alternativas de investimento, para um grau semelhante de risco, este produto acaba por ser atrativo.

 

3- Porquê?

Estas OTRV têm como remuneração uma taxa  de 1,9% mais a taxa Euribor a 6 meses, que neste momento está negativa em -0,24%. Se a taxa Euribor subir, também subirá a taxa de juro destas obrigações. E o mais provável é que ao longo dos próximos 5 anos, tal venha a acontecer.

4 - Qual o valor mínimo da subscrição e se o investir [valor mínimo] quanto posso ganhar, no máximo?

Se investir 1.000 euros, nas condições atuais receberia apenas 1,9% ao ano (dado que a taxa Euribor está negativa) mais a totalidade do capital investido ao fim dos 5 anos (supondo que o investimento seria para manter até à maturidade.)

Mas pode ganhar mais se (i) a taxa Euribor subir (passaria a receber 1,9%, acrescidos da Euribor) ou se, - e estas condições até podem ser cumulativas – o preço da obrigação ultrapassar os 100 e vender nesse momento, sem esperar pelo fim dos 5 anos. Claro que, se vender antes, deixará de receber os juros a que teria direito se mantivesse o título em carteira.

5 - Se a maturidade [tempo] fosse maior podia ganhar mais?

O investidor só ganhará mais se (i) o preço da obrigação subir e ele vender nesse momento, ou se (ii) os juros subirem (e como é uma taxa variável, o que subir a Euribor será refletido no rendimento deste título).

6 - Ganhos mais com estas OT de taxa variável, em certificados de aforro ou em depósitos a prazo?

Como a taxa é variável e não sabemos qual vai ser a evolução da Euribor, não é possível calcular.  Que podemos dizer é que se a Euribor não mudar, estas OTRV garantem 1,9% de rendimento (1,36%, líquidos de impostos). Os “Certificados de Tesouro Poupança Mais” pagam 1,25% no primeiro ano e têm uma taxa crescente para quem os mantiver durante 5 anos, atingindo nesse caso uma remuneração média de 2,25%. Os depósitos a prazo pagam menos, embora deva ser visto caso a caso, consoante o cliente e o banco.

7 - Qual a taxa oferecida?

1,9% mais Euribor a 6 meses (que neste momento está negativa).

8 - O juro é atrativo?

Sim, por comparação com outras alternativas. Tem a vantagem de poder subir, quando e se subirem as taxas Euribor.

9 - As OT têm maior risco do que os anteriores produtos, certo?

Quando se “empresta” dinheiro a alguém há sempre o risco da pessoa/entidade não pagar.  Nas OT acontece a mesma coisa: há risco de capital (total ou apenas uma parte) se o Estado entrar em incumprimento (default). Em caso de default, os certificados de tesouro não serão abrangidos. Neste caso, tratando-se de obrigações destinadas ao retalho (investidores particulares) é possível que possam ser excluídas de um eventual default, tal como acontece com os Certificados de Tesouro.

10 - Há alguma desvantagem nas OT? As comissões que pago são elevadas?

Para um investidor conservador é uma boa proposta, na medida em que poderá conseguir um rendimento mais elevado do que se tiver um depósito a prazo. E pode mobilizar o dinheiro antes, se precisar dele, perdendo apenas os juros futuros (isto é, recebe os juros diários até ao dia da venda).

11 - E o que ganha o Estado com estas operações?

O Estado financia-se com as poupanças dos investidores e neste momento, a uma taxa mais baixa do que e fosse uma emissão de OT normal (dirigida a institucionais). As OT “normais” estão a pagar, para a mesma maturidade 2,22%. Enquanto a Euribor não subir o Estado vai pagar por estas OTRV 1,9%.

12 - O que acontece se a procura superar a oferta?

Haverá rateio.

 

fonte:http://www.tvi24.iol.pt/e

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26
Fev 17

Depósitos com juros de 1,8% utilizados como engodo

Há depósitos a prazo a render juros de 1,8% mas, segundo a Deco, podem não ser a melhor opção para investir as poupanças

Na era do zero à esquerda, é preciso pensar duas vezes antes de aplicar as poupanças no banco. A taxa de remuneração dos depósitos a prazo nunca esteve tão baixa. Segundo o último boletim estatístico do Banco de Portugal, um depósito rendia em média 0,34% em dezembro do ano passado. Um valor muito abaixo da inflação prevista para este ano em Portugal, que segundo as estimativas do governo rondará 1,5%, depois dos 1,3% registados em janeiro. O que significa que cada euro aplicado em depósitos vai perder valor na economia real.

Ainda assim, uma ronda pelo catálogo dos bancos que operam em Portugal permite verificar que existem instituições a oferecer taxas de remuneração de 1,8% nos depósitos a prazo. São sobretudo bancos online ou de menor dimensão, e a taxa máxima aplica-se em depósitos com prazo de três meses. Será que vale a pena investir? Não sem antes olhar para os asteriscos: "Este tipo de produtos geralmente destina-se apenas a novos clientes ou a novos montantes. São taxas promocionais que funcionam como chamariz", explica ao DN/Dinheiro Vivo António Ribeiro, economista da Deco. A posição é reforçada por Eduardo Silva, gestor da consultora XTB. "O banco assume um custo inicial maior, com a expectativa de vender produtos mais lucrativos no futuro. São produtos de engodo, sem interesse no longo prazo, e não devem ser considerados quando decidimos com que instituição queremos trabalhar", diz.

Na maior parte dos bancos, a remuneração cai para valores próximos de 0,5% quando o depósito é renovado. "Antes de optar por esses produtos é importante ver quais as taxas de juro praticadas na instituição. Neste momento achamos que o mais aceitável é optar por um depósito com prazo de um ano, já que há bancos a oferecer juros de 1,3%", observa o economista da Deco.

O BNI Europa é o único banco com atividade em Portugal que oferece uma taxa de 1,8% num depósito a cinco anos. Mas também aqui os especialistas continuam de pé atrás. "Não recomendamos depósitos com um prazo tão longo. As taxas estão muito baixas e é provável que venham a subir dentro de um ano ou dois, e nessa altura o mercado terá ofertas bem mais interessantes", destaca António Ribeiro. O gestor da XTB corrobora. "Resgatar estes depósitos antes do prazo resulta em penalizações proibitivas. Pode implicar a liquidação ou a perda total dos juros. É um compromisso pouco interessante. O investidor tem de ter a certeza de que não vai precisar do capital", explica.

Apesar do contexto adverso, a associação de defesa do consumidor continua a recomendar a aposta em depósitos. "Deve ter-se sempre um montante em ativos líquidos e de capital garantido. Quanto mais não seja um fundo de maneio para fazer face a imprevistos, em produtos facilmente transformáveis em dinheiro. Os depósitos são a primeira opção porque são a mais simples", conclui.

No final de 2016, os portugueses tinham 142 mil milhões de euros aplicados em depósitos.

fonte:http://www.dn.pt/

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13
Mar 16

Taxa de juros dos depósitos bateu novo mínimo histórico em janeiro

A taxa de juro dada pelos bancos nas novas operações de depósitos de particulares atingiu um novo mínimo histórico em janeiro. 

A taxa de juro dada pelos bancos nas novas operações de depósitos de particulares atingiu um novo mínimo histórico em janeiro, com a média a situar-se em 0,49%, segundo os dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal. Já a taxa de juro média nos depósitos de empresas ficou nos 0,32%, também neste caso um valor mínimo alguma vez registado desde que o regulador e supervisor bancário faz a compilação desta informação.fonte:https://www.dinheirovivo.pt/

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26
Jul 15

Depósitos: Taxas de juro para pessoas com deficiência não vão além dos 0,25%

 

 

Existem dois bancos em Portugal com uma oferta de depósitos especialmente direccionada para pessoas com deficiência mas, em ambos os casos, a taxa de juro anual bruta (TANB)oferecida não vai além dos 0,25% quando, actualmente, a taxa de juro média dos depósitos para o público em geral ronda os 0,7%.

A CGD pratica uma TANB de 0,15% para aplicações entre 250 e 50.000 euros, e de 0,25% para valores superiores, para pessoas com incapacidade igual ou superior a 60%. Ambas as taxas ficam abaixo da restante oferta da CGD. Em resposta ao Económico, o banco salienta que "a comparação não pode ser apenas ao nível da taxa de remuneração mas sim se existem outros benefícios para os clientes, que no caso concreto existem de facto". 

A CGD explica o depósito Caixa Poupança Rumos oferece um seguro de Assistência no Lar (assistência médica e técnica), para saldos superiores a 10.000 euros. Adianta ainda que "este seguro é gratuito e válido por um ano (mesmo que a conta venha a apresentar, entretanto, saldo inferior a 10.000 euros), renovável por igual período, se o saldo da conta à data da renovação for superior a 10.000 euros". Já se o saldo for inferior o cliente terá apenas direito à taxa de juro do depósito.

No Crédito Agrícola as taxas são semelhantes embora não fiquem dependentes dos montantes aplicados. O CA paga 0,175% para aplicações a seis meses e 0,25% para depósitos a um ano. Apesar dos valores serem baixos, ficam no entanto em linha com a restante oferta do CA, muito embora neste caso não existam vantagens associadas como acontece na CGD para montantes superiores a 10.000 euros.

fonte:http://economico.sapo.pt

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Depósitos para emigrantes pagam menos que os normais

Agosto é mês de emigrantes e os bancos multiplicam-se em campanhas para captar as poupanças dos portugueses além fronteiras. É caso para dizer, muita parra para pouca uva. Tal como acontece com a generalidade dos depósitos com condições especiais, ou seja, dirigidos a determinados públicos-alvo, também as aplicações especialmente desenhadas para emigrantes pagam em média menos do que os depósitos dirigidos ao público em geral. Isto é verdade para as aplicações dirigidas aos jovens, reformados, seniores, habitação, condomínios e "outros públicos", onde se inserem, além das mulheres, as pessoas com deficiência.

Apenas os depósitos destinados a clientes detentores de outros produtos na instituição (vendas associadas) fogem a este perfil. Ou seja, são depósitos com condições especiais mas não são especialmente vantajosos.

No total, representam mais de um terço dos 516 depósitos a prazo simples com taxa fixa existentes no mercado nacional. De acordo com a análise do Banco de Portugal, publicada no último Relatório de Acompanhamento dos Mercados Bancário de Retalho, os depósitos com condições especiais representam 36% do mercado, com as aplicações para emigrantes e jovens a liderarem esta oferta. No final de 2014, os depósitos para emigrantes pesavam 22,6% na oferta de depósitos especiais.

De acordo com o regulador, e comparativamente aos depósitos destinados ao público em geral, a maioria destas aplicações caracteriza-se por ter uma maior flexibilidade, ou seja, na sua generalidade exigem montantes mínimos de constituição mais baixos e apresentam mais frequentemente a possibilidade de reforço de capital, renovações e mobilizações antecipadas. No entanto, "esta maior flexibilidade das condições de constituição e movimentação estão em média associadas a taxas de remuneração mais baixas do que as praticadas nos depósitos para o público em geral", afirma o Banco de Portugal.

Neste estudo, os depósitos destinados a condomínios e à finalidade habitação foram os que apresentaram um maior diferencial da taxa de juro mediana face aos restantes depósitos. Ou seja, são os que menos compensam face aos depósitos normais. Recorde-se que os depósitos com a finalidade habitação oferecem, por lei, a possibilidade de reduções com os encargos do actos notariais e do registo predial respeitantes à aquisição de habitação própria e permanente. No entanto, pagam em média menos 0,6 pontos percentuais face aos depósitos normais, tal como acontece aliás com as aplicações destinadas a gerir os fundos dos condomínios.

No prazo a seis meses, os depósitos para emigrantes apresentam um dos maiores diferenciais em relação aos depósitos para o público em geral, cerca de 0,45 pontos percentuais, seguidos pelos depósitos dirigidos a seniores e a "outros públicos", principalmente mulheres e pessoas com deficiência (ver gráfico). Estes dados recuam a Dezembro de 2014. É preciso não esquecer que, desde então, as taxas de juro continuaram em queda, embora a tendência se mantenha tal como é possível comprovar a partir de uma análise à oferta dos cinco maiores bancos nacionais dirigida a estes públicos-alvo (ver caixas). Já nos depósitos a um ano, a maior diferença encontra-se nas aplicações para reformados, seguidas de emigrantes e "outros públicos", isto depois da habitação e condomínios. Recorde-se que, embora a larga maioria tenha prazos entre seis meses e um ano, permitem a renovação automática findo este prazo.

Só mesmo os depósitos dirigidos a clientes que já sejam detentores de outros produtos ou serviços no banco (vendas associadas) parecem compensar. Além de pagarem as taxas de juros mais elevadas entre os depósitos com condições especiais - mediana de 1,05% a seis meses e 1,55% a um ano - são os únicos cujos taxas são superiores às oferecidas ao público em geral.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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11
Jul 15

Mais de metade dos depósitos a prazo simples tiveram remuneração inferior a 1%

Números são de 2014 e comparam com 40% em 2013, segundo um relatório do Banco de Portugal. Uma evolução que ajuda o explicar o forte crescimento dos depósitos indexados e duais, cuja remuneração variou entre zero e 11,9%

 

Menos de 1%. Foi essa a taxa de remuneração de 59% dos depósitos a prazo simples em Portugal no ano passado, segundo o relatório de acompanhamento dos mercados bancários de retalho de 2014, divulgado esta quarta-feira pelo Banco de Portugal (BdP). Em 2013, 40% dos depósitos tiveram uma remuneração (medida pela taxa anual nominal bruta) abaixo da fasquia de 1%.

Mais ainda, apenas 7% dos depósitos de 2014 tiveram uma taxa de remuneração superior a 2%, quando em 2013 eram 30%, aponta o mesmo documento, tendo conta as TANB médias dos depósitos a prazo simples, a taxa de juro fixa (99,2% dos depósitos a prazo simples comercializados em Portugal) para o público em geral.

Esta evolução ajuda a explicar o forte crescimento do mercado dos depósitos indexados (depósitos cuja remuneração está associada à evolução de um indexante, em regra o mercado acionista) e duais (depósitos simples e indexados). O montante total aplicado cresceu 77% em 2014 face a 2013, ultrapassando os 7,2 mil milhões de euros. Em 2010 era de apenas 755 milhões de euros.

Afinal, estes depósitos podem ter uma remuneração nula (o capital está garantido, dado que se trata de depósitos, supervisionados pelo BdP), mas também podem chegar a valores muito superiores aos que estão a ser praticados nos depósitos simples. Analisando os 116 depósitos indexados e duais que venceram no ano passado, o BdP concluiu que a TANB paga oscilou entre zero e os 11,9%.

 

fonte:http://expresso.sapo.pt/ec

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09
Jun 15

Depósitos das famílias batem máximo histórico

O valor acumulado pelas famílias em depósitos atingiu, em 2014, o registo máximo da série histórica de 35 anos, situando-se em 160,2 mil milhões de euros, revelou esta segunda-feira o Banco de Portugal, num anexo ao Boletim Económico de Junho.

O valor, que engloba depósitos, moeda e aplicações em dívida pública (certificados de aforro e do Tesouro), representa um crescimento de cerca de 5000 milhões de euros face a 2013, ano em que o indicador evidenciara já um caminho de recuperação face ao quadro negro de 2012, quando entrou em pleno no terreno o pacote de austeridade imposto pela troika de credores internacionais e o país entrou numa recessão profunda. Nesse ano, a rubrica "moeda e depósitos", que compõe a maior fatia da carteira de activos financeiros das famílias, caiu de forma significativa para 152,4 mil milhões de euros.

Esta variação de meios disponíveis não impediu que o total de activos financeiros das famílias caísse para 360 mil milhões de euros, menos cerca de 3000 milhões face a 2013. Isto explica-se porque recuou de forma substancial o valor em acções e outras participações e o que está aplicado em fundos de investimento, embora houvesse um crescimento nos montantes aplicados em regimes e seguros de pensões.

O Banco de Portugal assinala, por outro lado, que o total dos passivos assumidos pelos portugueses também caiu, ainda a reflectir o quadro de restrições impostas pela banca na concessão de crédito e o adiamento das opções de compra de novas casas. O total de empréstimos caiu cerca de 6700 milhões de euros para 140,7 mil milhões.

Como o património não financeiro das famílias, nomeadamente em habitação, cresceu 10 mil milhões de euros para 331 mil milhões, o património líquido dos portugueses (activos financeiros e não financeiros menos passivos) aumentou mais de 11,5 mil milhões de euros para um valor total de 535 mil milhões, o nível mais elevado desde 2010.

Exportações apoiam crescimento
Na edição do Boletim Económico de Junho, o Boletim Económico mantém as previsões de crescimento que já enunciara em Março e sustem que a evolução do produto interno bruto (PIB) terá nas exportações a sua principal alavanca.

Após um crescimento de 0,9% na riqueza gerada em Portugal no ano passado, o banco central prevê, assim, que o PIB cresça 1,7% este ano e que o indicador aumente para 1,9% em 2016 e 2% em 2017, o que coloca o país dentro do nível médio do que é projectado para a área do euro.

“O crescimento das exportações continuará a reflectir a transferência de recursos produtivos para os sectores da economia mais expostos à concorrência internacional”, assinala o BdP para acrescentar que, desta forma, deverá manter-se a capacidade de financiamento da economia portuguesa e a redução sustentada dos níveis de endividamento externo.

A dinâmica exportadora não terá correspondência em outros dois indicadores fundamentais das contas nacionais, o consumo privado e a formação bruta de capital fixo (investimento), para os quais o banco estima “uma recuperação moderada”.

Com a economia a crescer mais, as taxas de juro situadas em níveis historicamente baixos e as contas públicas com saldos positivos primários, o Banco de Portugal antecipa uma “redução da dívida pública em percentagem do PIB a partir de 2015”. Mas alerta também que para os próximos dois anos, a serem necessárias “medidas adicionais para cumprir os objectivos orçamentais”, isso não deixará de ter impactos no consumo público e privado.

Mesmo assim, o crescimento projectado “é compatível com uma progressiva redução da taxa de desemprego, não obstante a sua persistência em níveis elevados”, assinala o banco central no boletim.

 

fonte:http://www.publico.pt/e

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28
Mar 15

Já há bancos a oferecerem 0% nos depósitos a prazo

0%. Já há bancos a oferecerem nada de remuneração aos clientes nos depósitos de curto prazo. É o mínimo permitido pelo Banco de Portugal. Agora que conseguem financiar-se junto do BCE a taxas muito baixas, os bancos não têm interesse em captar poupanças de curto prazo e "empurram os clientes para outras alternativas", explica Filipe Garcia, economista da IMF.

Banif, BPI e Novo Banco são, para já, os três bancos com depósitos a 0%. Mas, nos preçários de março, várias instituições bancárias voltaram a descer as remunerações que estão dispostas a pagar para que os clientes depositem o dinheiro nos seus cofres. Nos prazos mais curtos, até as melhores taxas são bastante baixas. O melhor que consegue é 0,9% (ActivoBank). A maior parte propõe remunerações próximas de zero. Em média, um depósito de 5000 euros a um ano rende 0,7% líquidos, ou seja, tanto quanto a inflação para este ano. Ou seja, boa parte dos depósitos atuais deverá proporcionar rendimentos reais negativos, especialmente nas grandes instituições, que têm atualmente taxas bastante baixas, alerta a Deco.

Caso queira investir as poupanças em depósitos a prazo, aplique o mínimo para uma emergência e "prefira produtos no prazo de um ano", onde a melhor taxa é de 1,7% líquida, recomenda António Ribeiro, economista da Proteste Invest. Os "depósitos indexados" são outra alternativa, refere Filipe Garcia. São depósitos indexados com uma remuneração associada à evolução de outros instrumentos como, por exemplo, ações. O capital é sempre garantido, mesmo que haja uma queda das cotações. Ambos os produtos estão protegidos até aos 100 mil euros por titular, no âmbito do Fundo de Garantia de Depósitos.

Também com garantia, mas do Estado, são os Certificados do Tesouro, "que ainda oferecem uma taxa líquida de 1,6%, em média, durante os próximos cinco anos", salienta o economista da Proteste Invest. Neste caso, são necessários mil euros, pelo menos, para subscrever este produto. Além disso, não o pode resgatar, sem penalizações, nos primeiros 12 meses. Já os Certificados de Aforro, com um mínimo de subscrição de apenas 100 euros, não são uma boa alternativa. "A remuneração líquida é igual à inflação para 2015: 0,7%", alerta António Ribeiro. E as taxas podem conhecer novas descidas em breve.

E os juros dos depósitos a prazo ainda poderão cair mais? "Ainda pode ter mais espaço para descer", salienta Paula Carvalho, economista-chefe do BPI, uma vez que as Euribor não param de baixar, depois de Mario Draghi, o presidente do BCE, ter decidido injetar 60 mil milhões de euros por mês no sistema financeiro para estimular o consumo e travar a deflação. Um cenário que deverá manter-se "nos próximos 12 meses", prevê Filipe Garcia. Hoje, a taxa média dos depósitos de particulares a um ano é de 1,22%, o valor mais baixo desde maio de 2010. Não surpreende que os depósitos das famílias tenham caído para 100,8 mil milhões de euros em janeiro, um mínimo desde dezembro de 2011.

Santander junta-se à "guerra de spreads"

Com o financiamento mais barato junto do BCE, os bancos estão a proporcionar crédito à habitação mais barato junto dos clientes. Atualmente trava-se uma "guerra de spreads", à qual se juntou o Santanderna sexta-feira.

O banco decidiu cortar para abaixo do patamar de 2% o spread nos empréstimos. A taxa desceu para 1,99% tanto nos novos contratos como nas transferências de outros bancos. Uma percentagem quepode recuar para 1,5%, a mais baixa no mercado nacional, nos clientes premium, designados como "select". São clientes com um "ordenado mensal domiciliado no banco igual ou superior a 2.500 euros, ou clientes com idade igual ou inferior a 45 anos e património superior a 50.000 euros e todos os clientes com mais de 75.000 euros", refere a instituição.

A taxa mais baixa para todos os clientes, no entanto, pertence à CGD, com 1,75%. O banco do Estado foi o primeiro a colocar o spread abaixo dos 2%. Ligeiramente acima, o Crédito Agrícola disponibiliza uma taxa de 1,8% para todos os clientes. Para os jovens, o spread desce para 1,7%, de acordo com os preçários.

(Notícia corrigida às 11h30 de 23/03/02015: os bancos financiam-se junto do BCE a taxas muito baixas [0,05%] e não a taxas negativas, como referido originalmente)

 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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05
Fev 15

Taxa dos depósitos a prazo recua para mínimo de 2010

Os juros oferecidos pelos bancos continuam a descer. A taxa média apresentada pelas instituições nacionais nas novas aplicações com um prazo até um ano desceu em Dezembro para um mínimo de 2010. É de 1,26%.

Os depósitos a prazo estão a render cada vez menos. Há muito que os bancos estão a cortar nos juros oferecidos, sendo que em Dezembro a taxa média apresentada para aplicações com um prazo até um ano atingiu um novo mínimo de cinco anos. O juro, de acordo com os dados do Banco Central Europeu, caiu para apenas 1,26%.

 

Depois de ter registado uma ligeira inversão em Novembro, com a taxa média a subir de 1,30% no mês anterior para 1,34%, a taxa dos depósitos a prazo voltou a cair no último mês do ano passado. Segundo dados divulgados esta quarta-feira, 4 de Fevereiro, pelo BCE, a rendibilidade média das aplicações das famílias caiu para o nível mais baixo desde Maio de 2010.

 

Os bancos estavam, em Dezembro, a pagar uma taxa média de 1,26% nas novas aplicações a prazo, um juro baixo que traduz o contexto de taxas baixas que se vive na Zona Euro em resultado da política monetária do BCE.

 

Esta descida das taxas dos bancos durante o ano passado levou muitas famílias a desistirem dos depósitos a prazo, procurando as taxas altas, entre outros, dos produtos do Estado. Só em 2014 entraram mais de cinco mil milhões de euros nos certificados.

 

No final de 2014 os bancos tinham 134.792 milhões de euros em depósitos. Deste valor, 102.319 correspondiam a aplicações a prazo – no ano anterior o montante era de 103.713 milhões. Ou seja, os depósitos a prazo caíram 1,34%, o que corresponde a 1,39 mil milhões de euros.

 

Acelerar a descida

 

Com esta taxa de 1,26%, os bancos apresentavam no final do ano passado um juro inferior ao praticado pelos produtos do Estado que, contudo, viram a sua remuneração afundar neste mês de Fevereiro. Os certificados de aforro passaram a pagar 1,058%, este mês (menos do que os depósitos em Dezembro), já a taxa média dos CTPM caiu para 2,25%.

 

"Alguns bancos podem aproveitar nos próximos meses para cortar mais as taxas", ajustando-se à descida registada nos produtos de poupança do Estado, explica António Ribeiro, economista da Deco. "É possível" que o corte das taxas dos certificados dite uma descida ainda maior dos juros dos depósitos, afirma Paula Gonçalves Carvalho. "Estamos a assistir a ajustamentos sucessivos em direcção a novos referenciais", refere a economista-chefe do BPI.

 

"A queda dos juros dos certificados poderá ser levada em conta, mas não é o principal factor que condiciona os juros dos depósitos bancários", nota Filipe Garcia, da economista do IMF. E acrescenta: "Os juros dos depósitos têm tendência a cair por si só, em resultado das condições do mercado interbancário", onde as taxas chegam a ser negativas nas maturidades mais curtas.

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/m

publicado por adm às 21:46 | comentar | favorito